A vida não é um jogo

Por Gilclér Regina*
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre:
Queremos, além de saúde, sermos incrivelmente magros, sarados, irresistíveis, dinheiro?
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Não basta termos para pagar o aluguel, as contas, a comida e o cinema:
Queremos a piscina olímpica, a mansão, o condomínio de luxo e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor?
Ah, o amor… Não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e nos relacionar.
Isso é pensar pequeno:
Queremos amor, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos amor selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente a gente se esquece de tentar a simplicidade de ser feliz de uma forma mais realista. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. O dinheiro também é uma benção e quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não só ficar juntando, juntando, juntando…. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas também saber a ponderação de guardá-lo para os anos dourados e também não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que te mobiliza, te instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz.
Não se esqueça de que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão e até entusiasmo, mas não felicidade…
Pense nisso! Sucesso e um forte abraço.
gilcer-regina
 * Consultor, Escritor e Palestrante no Brasil e exterior. autor de vários livros e CD’s motivacionais. Realiza mais de 100 palestras por ano em Convenções de Empresas. É presidente da empresa CEAG Desenvolvimento de Talentos e da Editora Ideia. Contato: www.gilclerregina.com.br
 

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