Rede Social reúne lojas em um só lugar

social-commerce3Uma loja tem um conjunto de produtos dentro de um espaço. Já um shopping é um espaço cheio de lojas. Traçando um paralelo para a internet, o conceito de lojas virtuais, páginas com vários produtos à disposição do consumidor, é bastante difundido no país. O de um “centro comercial na internet”, não. No entanto, uma empresa quer transformar os shoppings virtuais em realidade no país – e ainda ajudar pequenos empresários. Criada em outubro deste ano, a SocialMarketPlace cria plataformas para vários áreas de atuação.
O fundador da SocialMarketPlace é o paulista Cássio Krupinsk, de 32 anos. Ele diz que os shoppings virtuais permitem que importadoras e pequenos varejistas possam competir no e-commerce com grandes marcas. “Os grandes sites de comércio eletrônico vendem apenas produtos de empresas de peso. Agora, os pequenos empresários criar sua loja dentro dos nossos sites e também conquistar seu espaço na web”, diz Krupinsk.
Resumindo o que significa essa quebra de paradigmas do e-commerce natural, Krupinsk faz uma analogia ao modelo de negócio da indústria de cosméticos nacional. “Nós vamos vender produtos da Natura, mas não é a empresa que vai participar do negócio. Queremos ser um espaço para que as consultoras da empresa tenham mais um canal de comunicação”, afirma ele.
Os shoppings da SocialMarketPlace têm lojas do mesmo nicho. Até hoje, foram lançados quatro sites: Bellezza.me, Ótica.in, FashionPop.in e BookGames. Todos eles funcionam como redes sociais: as páginas têm um feed de notícias, parecido com o Facebook, para postagens, interação com os usuários e vendas de produtos. Os modelos de negócio variam. Por exemplo a Ótica.in tem foco no comércio com empresas, a BookGames aceita jogos e consoles usados e as outras têm o consumidor como alvo.
Os sites ainda estão dando seus primeiros passos. Não há muitos usuários e há pouquíssimos produtos à venda. Krupinsk espera que as plataformas só “comecem a estourar em três ou quatro anos”, tempo para que seja atingida uma maior relevância nos motores de busca que direcionam os consumidores.
Neste mês, a SocialMarketPlace lançará mais duas plataformas: o SOS Talentos, voltado para empresários que queiram encontrar talentos do futebol, e o Casa da Sogra, para o aluguel de moradias em fins de semana.
Até o fim do ano que vem, Krupinsk quer lançar 50 shoppings virtuais. Mesmo reconhecendo que os sites demorem para se tornar relevantes, ele já espera um faturamento de R$ 14 milhões no ano que vem.
Fonte: Revista PEGN

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