Política de resíduos sólidos abre oportunidades de negócios
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor no segundo semestre de 2014, obriga todos os municípios brasileiros a extinguirem aterros sanitários e adotarem práticas mais sustentáveis de devolução do lixo. Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) mostram que há ainda cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com destinação inadequada no País. Quem ganha com a nova resolução é o meio ambiente e também os negócios. As feiras Expolixo e Exposucata, que reúnem empresas e entidades do setor nesta terça-feira 8, em São Paulo, no centro de Exposições Imigrantes, é ambiente propício para a geração de negócios.
A fabricante alemã de máquinas para compactação de aterros sanitários, Bomag, filial do grupo francês Fayat, viu na nova resolução governamental uma forma de ganhar mercado no Brasil. Recentemente a empresa adquiriu a fábrica da Terex no município de Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, para produzir produtos para rodovias, mas não descarta a possibilidade de também fabricar máquinas de compactação. “Os países estão adotando medidas mais rigorosas com relação ao meio ambiente, o que favorece as empresas”, disse Rogério Nascimento, gerente comercial da Bomag na América do Sul. “Se realmente a PNRS for seguida pelas empresas, nós teremos um grande potencial de vendas de máquinas no Brasil.” A Bomag está negociando com operadoras de aterros sanitários no Brasil e espera fechar contrato durante a feira.
Para a espanhola Pic Visa, que faz separação óptica de resíduos como vidro, plástico e papel, o mercado brasileiro está fértil para negócios. De acordo com Luis Sousa, diretor para a América do Sul, o País oferece oportunidades por pelo menos os próximos dez anos. “O Brasil será um ponto de referência em geração de negócios nessa área”, disse, “Os dois mercados mais fortes em que estamos é a América do Sul e os EUA, e agora vamos apostar forte no Brasil.”
Na semana passada, a feira Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (RWM) teve sua versão brasileira. Realizada há 45 anos no Reino Unido, movimentou mais de US$ 1 bilhão no País. A edição do próximo ano já está marcada para os dias 9 e 10 de setembro.
Adaptação dos municípios
Segundo a Abrelpe, o Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para coletar todos os resíduos sólidos de forma adequada e dar fim a esse material em aterros sanitários. Na quarta-feira 2, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, lançou um edital para licitação da Parceria Público-Privada (PPP) de Resíduos Sólidos Urbanos, que tem como objeto a exploração, mediante concessão administrativa, dos serviços de transbordo, tratamento e disposição final desses resíduos em 44 municípios da Região Metropolitana e do Colar Metropolitano de Belo Horizonte, pelo prazo de 30 anos.
Fonte: Revista IstoÉ Dinheiro (http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/130910_POLITICA+DE+RESIDUOS+SOLIDOS+ABRE+OPORTUNIDADES+DE+NEGOCIOS)
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