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Microempreendedores crescem no Brasil.

Os negócios individuais – empresas mantidas por apenas uma pessoa – estão em franco crescimento no mundo todo. De acordo com o relatório internacional Global Entrepreneurship Monitor (GEM), as microempresas já correspondem por 9% do empreendedorismo mundial. O Brasil, por sua vez, é o primeiro da lista com o maior número de empresas individuais, com 53% do total. O estudo avaliou 49 países.

O resultado é influenciado por diversos fatores. Primeiro, a crise econômica enfrentada pelo país, que ainda tem mais de 12 milhões de desempregados; a facilidade de se tornar MEI; e a mudança de mentalidade para uma geração que vê outro sentido no trabalho e no sucesso profissional. Apesar disso, o relatório Global Entrepreneurship Monitor demonstra um crescimento de empreendedores por oportunidade e não por necessidade.

Entre os novos empreendedores do país, 61,8% disseram ter aberto um negócio por identificar uma oportunidade de mercado. É o melhor resultado desde 2014, quando a taxa foi de 70,6%. O número de pessoas que passaram a empreender por necessidade, por sua vez, caiu para 37,5% em 2018.

De acordo com o relatório, empreendedores por oportunidade são aqueles que, quando indagados na entrevista de campos, afirmam ter iniciado o negócio pelo fato de terem identificado uma nova oportunidade de negócio viável a ser concretizada no ambiente em que atuam. Os empreendedores por necessidade, por sua vez, são aqueles que respondem que a criação do negócio foi efetivada pela falta de outras possibilidades para geração de renda e de ocupação.

Novos negócios que surgiram por oportunidade nos últimos anos:

2010: 67,3%

2011: 67,5%

2012: 69,2%

2013: 71,3%

2014: 70,6%

2015: 56,5%

2016: 57,4%

2017: 59,4%

2018: 61,8%

Novos negócios que surgiram por necessidade nos últimos anos:

2010: 31,1%

2011: 30,6%

2012: 30,2%

2013: 28,6%

2014: 29,1%

2015: 42,9%

2016: 42,4%

2017: 39,9%

2018: 37,5%

De acordo com o Censo E-commerce 2018 da Loja Integrada, o empreendedorismo no e-commerce é uma ótima alternativa para quem pretende iniciar um negócio, já que proporciona uma vida mais satisfatória para quem empreende. Dentre os entrevistados do estudo, 73% estão mais satisfeitos com a vida após se dedicarem ao e-commerce; 55,5% abriram uma loja virtual porque queriam atuar como empreendedores e 58,8% escolheram a categoria após identificarem uma oportunidade no mercado.

Sobrevivência de empresas no Brasil

Manter um negócio não é tarefa das mais fáceis no Brasil. De acordo com a pesquisa Demografia das Empresas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pouco mais de 60% das empresas fecham as portas em cinco anos. A sobrevivência, segundo o relatório, depende do porte.

A sobrevivência das empresas sem pessoal assalariado foi de 31,3%, enquanto que as empresas que contam com até nove pessoas assalariadas representa 57,8%. As companhias com dez ou mais pessoas assalariadas, 67,1%. Percebe-se, nesse contexto, que as micro e pequenas empresas com poucos funcionários são aquelas com mais dificuldades para se manter no mercado.

A taxa de mortalidade de um negócio no Brasil pode ser impactada por diversos fatores, desde a condição econômica do país, até aspectos diretamente relacionados com o próprio negócio e o planejamento das operações. De acordo com pesquisa divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, as principais dificuldades — no primeiro ano — são: falta de clientes, falta de capital, falta de conhecimento, mão de obra, imposto/tributos, inadimplência, concorrência e burocracia.

No que tange ao comércio eletrônico, a vantagem do setor é que o investimento pode variar muito. Lojas virtuais podem ser colocadas no ar com um custo de R$1.000 (para projetos mais básicos para microempreendedores) a R$1 milhão (para empresas de grande porte). Independentemente do valor do investimento, o recomendado é fazer um planejamento prévio e contar com sistemas de gerenciamento integrado (ERP online), softwares capazes de controlar questões financeiras e burocráticas, como controle de caixa, estoque, vendas e emissão de nota.

Sem esse cuidado com o controle financeiro e de gerenciamento, o risco de mortalidade do negócio é muito grande. Para e-commerces, outro fator de extrema relevância é contar com um sistema antifraude, para coibir ataque de cibercriminosos e oferecer maior credibilidade e segurança para os consumidores. Com todas essas recomendações, ficará mais fácil abrir sua loja virtual, mesmo como microempreendedor individual (MEI).

Fonte: E-Commerce News

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