{"id":9877,"date":"2016-02-16T17:54:45","date_gmt":"2016-02-16T19:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=9877"},"modified":"2018-08-27T09:51:39","modified_gmt":"2018-08-27T12:51:39","slug":"trabalhando-nesta-era-do-nao-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/trabalhando-nesta-era-do-nao-emprego\/","title":{"rendered":"Trabalhando nesta \u201cera do n\u00e3o emprego\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Vejo, com clareza absoluta, que deste o in\u00edcio deste s\u00e9culo, fizemos uma enorme transi\u00e7\u00e3o para uma &#8220;Era do N\u00e3o-Emprego&#8221;, cujas consequ\u00eancias mal come\u00e7am a ser compreendidas por profissionais, muitas agora desempregados, pelas empresas e organiza\u00e7\u00f5es e pelo pelos governos.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/trabalhando-na-era-do-desemprego-nao-emprego-300x194.jpg\" alt=\"trabalhando-na-era-do-desemprego-nao-emprego\" width=\"300\" height=\"194\" class=\"alignright size-medium wp-image-9878\" \/><br \/>\nEstudiosos como Charles Handy, William Bridges, em seu livro JobShift, Um Mundo Sem Empregos e Jeremy Rifkin, no livro O Fim dos Empregos, j\u00e1 nos alertavam sobre isto desde o in\u00edcio dos anos 90. Muitas vezes foram levianamente considerados vision\u00e1rios pelos mais m\u00edopes&#8230;<br \/>\nO problema novo que surge agora \u00e9 que ainda existem relativamente poucos recursos para a necess\u00e1ria reciclagem de conceitos, que profissionais e organiza\u00e7\u00f5es precisam empreender nesta nova situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nExistem no Brasil, ainda que em quantidade muito inferior \u00e0 Europa e Estados Unidos, alguns bons programas de apoio e treinamento para aperfei\u00e7oamento e reciclagem de profissionais, para a transi\u00e7\u00e3o direcionada ao trabalho independente e consultoria.<br \/>\nAcredito mesmo que nosso curso para Forma\u00e7\u00e3o Pr\u00e1tica para Consultoria, apresentado desde 1996 em todo o Brasil, seja uma das poucas oportunidades que existem por aqui para esta reciclagem, al\u00e9m dos cursos para empreendedorismo do SEBRAE.<br \/>\nExistem tamb\u00e9m no mercado brasileiro alguns poucos livros sobre o mesmo tema, em sua quase absoluta maioria traduzidos, ambos tendo como p\u00fablico-alvo organiza\u00e7\u00f5es e pessoas que atuam ou pretendem atuar neste novo ambiente de trabalho do n\u00e3o-emprego.<br \/>\nPor isto escrevi e lancei em 1997 a primeira edi\u00e7\u00e3o de meu livro, dedicado especificamente a estes profissionais em transi\u00e7\u00e3o de carreira \u201cConsultoria: O Caminho das Pedras\u201d com mil e uma dicas pr\u00e1ticas aprendidas no dia-a-dia de vida independente como consultor ou gestor de projetos sem o v\u00ednculo da CLT.<br \/>\nA demanda por esta reciclagem confirma que existe hoje uma consci\u00eancia rapidamente crescente dos profissionais para atuarem n\u00e3o mais como empregados, mas como &#8220;fornecedores de trabalho&#8221;, com um &#8220;produto&#8221; e &#8220;mercado&#8221; definidos, que os &#8220;comprar\u00e3o&#8221; (contratar\u00e3o de forma independente para necessidades espec\u00edficas, por tempo determinado) como \u201cn\u00e3o-empregados\u201d.<br \/>\nNo admir\u00e1vel mundo novo das rela\u00e7\u00f5es de trabalho, surgem, a cada dia com mais evid\u00eancias e for\u00e7a, ind\u00edcios que j\u00e1 estamos plenamente inseridos nesta nova era. Existir\u00e1 sempre muito trabalho para aqueles que souberem entender-se como fornecedores e enxergar-se como um &#8220;produto&#8221;, que oferece solu\u00e7\u00f5es para demandas ainda n\u00e3o plenamente atendidas.<br \/>\nS\u00e3o os &#8220;empregados just-in-time&#8221;, conforme os denomina Rifkin. Somos todos, e seremos cada vez mais, fornecedores de trabalho, com ou sem v\u00ednculo empregat\u00edcio.<br \/>\n<strong>O QUE MUDA AGORA<\/strong><br \/>\nLiderar empresas e este n\u00famero crescente de n\u00e3o-empregados muda tamb\u00e9m, e drasticamente. As novas exig\u00eancias, que precisam ser reaprendidas pelas empresas, incluem, somente para citar alguns poucos exemplos:<\/p>\n<ul>\n<li>Alta capacidade de negocia\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Gest\u00e3o de culturas profissionais heterog\u00eaneas e vari\u00e1veis;<\/li>\n<li>Motiva\u00e7\u00e3o em torno de projetos e metas;<\/li>\n<li>Coordena\u00e7\u00e3o entre empregados e toda sorte de n\u00e3o-empregados;<\/li>\n<li>Contrata\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o por processos e resultados;<\/li>\n<li>Medi\u00e7\u00e3o do grau de solu\u00e7\u00e3o que os &#8220;produtos&#8221; dos n\u00e3o-empregados oferecem.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Muito bem, pode estar pensando voc\u00ea neste ponto: mas fornecer servi\u00e7os ou produtos \u00e9 para empresas! Pessoas t\u00eam empregos, n\u00e3o produtos!<br \/>\nEsta vis\u00e3o falha por n\u00e3o reconhecer as dr\u00e1sticas mudan\u00e7as ocorridas no ambiente de trabalho, onde a rela\u00e7\u00e3o de emprego ortodoxa n\u00e3o \u00e9 mais a melhor maneira de realizar o trabalho a ser feito.<br \/>\nAs pessoas, empregadas ou n\u00e3o, precisam adicionar valor \u00e0 empresa para a qual trabalham ou pretendem trabalhar, com ou sem v\u00ednculo de emprego, e passar a se ver como elos de um processo, onde todos devem adicionar mais valor do que custo.<br \/>\nE como fazer isto?<br \/>\nExistem duas maneiras muito simples, embora possivelmente demoradas, para voc\u00ea come\u00e7ar sua pr\u00f3pria conscientiza\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a:<br \/>\nEm primeiro lugar, veja as empresas como seu &#8220;mercado&#8221;, e procure nelas quais s\u00e3o as necessidades n\u00e3o atendidas. Voc\u00ea deve ser o melhor candidato, ou melhor, o melhor &#8220;produto&#8221; (voc\u00ea j\u00e1 deveria ir-se acostumando com sua nova condi\u00e7\u00e3o!) a supri-las, se estiver atento e for r\u00e1pido.<br \/>\nEm segundo lugar, avalie quais s\u00e3o seus recursos, o que voc\u00ea oferece, ou em outras palavras, o que voc\u00ea est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de vender e entregar a este &#8220;mercado&#8221;.<br \/>\n<strong>Enfim: que produto \u00e9 voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nA este respeito, William Bridges, que conheci e com quem convivi por longo tempo, oferece uma interessante abordagem, que me permito sintetizar para os leitores em cinco pontos:<br \/>\nA primeira quest\u00e3o \u00e9 compreender que a tend\u00eancia clara \u00e9 que boa parte das pessoas passar\u00e1 partes substanciais de sua vida profissional alternando entre o emprego e o n\u00e3o-emprego. Conhe\u00e7o muita gente assim, eu mesmo me sinto desta forma hoje, e voc\u00ea deveria ir pensando nisto!<br \/>\nSegundo: um produto (ou voc\u00ea, sua especialidade e seu servi\u00e7o!) existe pelo cruzamento de sua capacidade de entrega profissional e por demandas n\u00e3o atendidas das organiza\u00e7\u00f5es para as quais voc\u00ea trabalha ou pretende trabalhar.<br \/>\nTerceiro: lembre-se: a demanda n\u00e3o atendida de ontem, que um dia o levou a ser contratado, pode n\u00e3o ser a mesma de hoje ou de amanh\u00e3: fique alerta para mudan\u00e7as em seu &#8220;mercado&#8221; e adiante-se a elas!<br \/>\nA grande maioria das pessoas, empregadas ou n\u00e3o, ainda n\u00e3o aprendeu a compreender seus recursos e seus &#8220;mercados&#8221;. Se este for o seu caso, comece a pensar nisto agora! Se j\u00e1 pensou, melhor para voc\u00ea, grande oportunidade de sair na frente!<br \/>\nA quarta quest\u00e3o \u00e9: &#8220;Voc\u00ea-produto&#8221;.  N\u00e3o \u00e9 o que voc\u00ea faz em seu emprego hoje, ou fez no emprego anterior ou ainda o que poderia fazer se tivesse oportunidade; n\u00e3o \u00e9 sua descri\u00e7\u00e3o de cargo atual; n\u00e3o \u00e9 sua forma\u00e7\u00e3o, habilidade ou experi\u00eancia profissional.<br \/>\nQuinto e \u00faltimo ponto para reflex\u00e3o e colocar-se no lugar: &#8220;Voc\u00ea-produto&#8221; \u00e9 algu\u00e9m que gere os resultados ou benef\u00edcios que seu mercado necessita obter, seja ele seu empregador ou seu cliente, ou algu\u00e9m que solucione um problema que se esteja enfrentando. Algo que adicione o valor faltante em outros &#8220;produtos&#8221; j\u00e1 fornecidos por seus concorrentes.<br \/>\nPara encerrar este artigo permita-me sugerir que voc\u00ea tente algo novo: escreva um an\u00fancio sobre voc\u00ea mesmo, sobre &#8220;o produto&#8221; que voc\u00ea \u00e9.<br \/>\nEsta \u00e9 uma excelente maneira para assegurar a si mesmo que voc\u00ea sabe o que vende, o que trar\u00e1 benef\u00edcios aos seus clientes, a quem vender\u00e1 seus conhecimentos (mercados-alvo), por que ele deveria compr\u00e1-lo e como dizer isto a ele.<br \/>\nBoa sorte!<br \/>\n<small><em>Fonte: Dino Mocs\u00e1nyi, Consultores<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vejo, com clareza absoluta, que deste o in\u00edcio deste s\u00e9culo, fizemos uma enorme transi\u00e7\u00e3o para uma &#8220;Era do N\u00e3o-Emprego&#8221;, cujas consequ\u00eancias mal come\u00e7am a ser compreendidas por profissionais, muitas agora desempregados, pelas empresas e organiza\u00e7\u00f5es e pelo pelos governos. 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