{"id":9765,"date":"2016-01-07T11:19:06","date_gmt":"2016-01-07T13:19:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=9765"},"modified":"2018-08-27T09:52:17","modified_gmt":"2018-08-27T12:52:17","slug":"novos-servicos-ajudam-pessoas-a-dividir-refeicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/novos-servicos-ajudam-pessoas-a-dividir-refeicoes\/","title":{"rendered":"Novos servi\u00e7os ajudam pessoas a dividir refei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A pessoa sabe que vai chegar em casa e a geladeira estar\u00e1 vazia. Em vez de pedir uma pizza, por que n\u00e3o compartilhar a mesa com algu\u00e9m? Isso j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel por meio de sites de compartilhamento de refei\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/novos-servicos-ajudam-pessoas-a-dividir-refeicoes-300x160.jpg\" alt=\"novos-servicos-ajudam-pessoas-a-dividir-refeicoes\" width=\"300\" height=\"160\" class=\"alignright size-medium wp-image-9766\" \/><br \/>\nPela internet, servi\u00e7os permitem que o usu\u00e1rio encontre a casa de algu\u00e9m para jantar ou ofere\u00e7a um lugar em sua mesa se n\u00e3o quiser comer sozinho. Eles permitem reservar um lugar \u00e0 mesa do dono da oferta e, em pouco tempo, a pessoa est\u00e1 na casa de um completo estranho, jantando em sua mesa e comendo sua comida. No fim, \u00e9 s\u00f3 pagar e ir embora. Al\u00e9m da barriga cheia, o usu\u00e1rio leva alguns novos amigos e boas hist\u00f3rias para contar.<br \/>\nCompartilhar a experi\u00eancia de se alimentar \u00e9 o conceito principal do compartilhamento de refei\u00e7\u00f5es, uma nova \u00e1rea da economia colaborativa que j\u00e1 existe h\u00e1 alguns anos em outros pa\u00edses, mas que come\u00e7a agora a ganhar for\u00e7a &#8211; e usu\u00e1rios &#8211; no Brasil. \u00c9 o caso do paulista Lucas Toledo, de 32 anos. Formado em rela\u00e7\u00f5es internacionais, ele trabalha como gerente em um hostel na Vila Madalena, em S\u00e3o Paulo. Certo dia, ouviu um amigo falar do MealSharing, uma plataforma que permitia oferecer refei\u00e7\u00f5es e ganhar um dinheiro extra. &#8220;Achei incr\u00edvel e resolvi participar&#8221;, conta.<br \/>\nAtualmente, Lucas oferece cinco refei\u00e7\u00f5es diferentes por meio do site. Os pratos, que variam entre R$ 2 e R$ 12, s\u00e3o oferecidos no pr\u00f3prio hostel. Engana-se, por\u00e9m, quem acredita que o clima de comer com desconhecidos \u00e9 desconfort\u00e1vel. Ao entrar no local, a experi\u00eancia \u00e9 uma surpresa do come\u00e7o ao fim: seja pelas companhias &#8211; que v\u00e3o de um cantor peruano de jazz a um canadense que quase n\u00e3o fala portugu\u00eas &#8211; at\u00e9 a comida, que tem a qualidade de um bom restaurante. &#8220;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o fato de comer na casa de um desconhecido. Voc\u00ea tamb\u00e9m conhece pessoas e conversa como estamos fazendo&#8221;, diz Toledo, enquanto prepara os pratos de macarr\u00e3o com molho de tomate caseiro. &#8220;Espero que o compartilhamento de refei\u00e7\u00f5es se torne um sucesso.&#8221;<br \/>\nA empolga\u00e7\u00e3o com a pr\u00e1tica de comer com estranhos foi justamente o que fez o americano Jay Savsani criar o MealSharing, ap\u00f3s uma viagem ao Camboja em 2011. Durante a excurs\u00e3o, Savsani visitou a casa de uma fam\u00edlia tradicional do pa\u00eds. Al\u00e9m de comer, ele ficou encantado por conseguir compreender ainda mais a cultura daquele povo durante a refei\u00e7\u00e3o. &#8220;Quis criar um site que ajudaria a facilitar a espontaneidade e a beleza da noite que eu compartilhei no Camboja&#8221;, diz Savsani. &#8220;Nossa proposta \u00e9 unir sabores \u00fanicos com pessoas am\u00e1veis de todo o mundo.&#8221;<br \/>\nNa plataforma, qualquer um pode oferecer um almo\u00e7o ou jantar &#8211; seja o usu\u00e1rio um chef ou apenas algu\u00e9m que goste de cozinhar. Da mesma forma, qualquer um pode comer na casa de pessoas de todos os lugares do mundo &#8211; inclusive no Camboja. &#8220;No come\u00e7o, t\u00ednhamos uma ideia muito espec\u00edfica do tipo de usu\u00e1rio que ter\u00edamos: jovens de 20 anos, viajando pelo mundo&#8221;, diz o criador.<br \/>\nApesar de os jovens serem parte importante, o perfil mudou. &#8220;Tamb\u00e9m vemos professores universit\u00e1rios e av\u00f3s se juntando ao MealSharing&#8221;, diz Savsani. Segundo ele, o servi\u00e7o hoje conta com mais de 3 mil anfitri\u00f5es, espalhados em 400 cidades do mundo. No Brasil, a plataforma engatinha, com cerca de 90 anfitri\u00f5es. O servi\u00e7o quer incentivar a ades\u00e3o de novos &#8220;cozinheiros&#8221; para crescer no Brasil.<br \/>\nO conceito da plataforma de Savsani, por\u00e9m, fez com que investidores no Brasil criassem uma plataforma nacional. H\u00e1 cinco meses, o empres\u00e1rio Fl\u00e1vio Estevam criou o Dinneer, site que j\u00e1 atraiu 1,2 mil anfitri\u00f5es. Na plataforma, h\u00e1 usu\u00e1rios de diversas profiss\u00f5es, como comiss\u00e1ria de voo, fil\u00f3sofo e at\u00e9 mesmo atletas. Para Estevam, a economia compartilhada \u00e9 um caminho sem volta. &#8220;Os anfitri\u00f5es come\u00e7aram a entender que podem compartilhar um espa\u00e7o na sua mesa de jantar com um custo baixo e aumentar sua renda.&#8221;<br \/>\nEm 2016, o empres\u00e1rio planeja levar o Dinneer para outros pa\u00edses. &#8220;Queremos ser o maior restaurante do mundo sem ter nenhum restaurante pr\u00f3prio&#8221;, diz, inspirado pelos exemplos do Airbnb e do Uber &#8211; empresas que alcan\u00e7aram valor bilion\u00e1rio ao investir nos setores de hospedagem e transportes, respectivamente, sem serem propriet\u00e1rias de quartos de hotel ou autom\u00f3veis.<br \/>\nOs planos de expans\u00e3o desse tipo de servi\u00e7o, por\u00e9m, esbarram no comportamento das pessoas. &#8220;Para os mais velhos ou de classe mais alta, ainda pode ser desconfort\u00e1vel ir na casa de um estranho. Eles v\u00e3o preferir pagar mais e ir a um restaurante&#8221;, diz Camila Carvalho, especialista em economia colaborativa e dona do site Tem A\u00e7\u00facar, no qual \u00e9 poss\u00edvel pegar emprestado itens de vizinhos, como furadeiras e utens\u00edlios culin\u00e1rios.<br \/>\nNo entanto, Camila aposta que esse tipo de barreira deve cair em breve. &#8220;No futuro, as pessoas ir\u00e3o compartilhar cada vez mais, seja por uma motiva\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia ou de ordem econ\u00f4mica.&#8221; Para Fl\u00e1vio Estevam, do Dinneer, os brasileiros ainda precisam entender a economia compartilhada. &#8220;Temos que educar os anfitri\u00f5es da comunidade sobre como \u00e9 dividir uma refei\u00e7\u00e3o&#8221;, diz ele. No futuro, diz Jay Savsani, isso ter\u00e1 um impacto importante para a sociedade. &#8220;Com as pessoas compartilhando refei\u00e7\u00f5es, teremos pessoas comendo de maneira mais saud\u00e1vel e desperdi\u00e7ando menos, ao mesmo tempo em que quebramos barreiras culturais&#8221;, diz.<br \/>\n<small><em>Fonte: Pequenas Empresas Grandes Neg\u00f3cios<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pessoa sabe que vai chegar em casa e a geladeira estar\u00e1 vazia. Em vez de pedir uma pizza, por que n\u00e3o compartilhar a mesa com algu\u00e9m? Isso j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel por meio de sites de compartilhamento de refei\u00e7\u00f5es. 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