{"id":8536,"date":"2014-09-25T19:27:39","date_gmt":"2014-09-25T22:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=8536"},"modified":"2018-08-27T09:56:06","modified_gmt":"2018-08-27T12:56:06","slug":"ex-lavador-de-copos-e-camelo-vira-socio-de-patroes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/ex-lavador-de-copos-e-camelo-vira-socio-de-patroes\/","title":{"rendered":"Ex-vendedor de guarda-chuvas vira s\u00f3cio de patr\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1996, quando deixou sua cidade natal, Paulistana (a 461 km de Teresina), rumo a S\u00e3o Paulo, Jenival de Carvalho Oliveira, 37, passou por v\u00e1rios empregos. Trabalhou em uma distribuidora de alimentos, em um bar, foi padeiro e tamb\u00e9m camel\u00f4. S\u00f3 conseguiu estabilidade em 2002, ao ser contratado por um restaurante como lavador de copos.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/vendeddor-de-copos-g-de-joao.jpg\" alt=\"vendeddor-de-copos-g-de-joao\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-8537\" \/><br \/>\nNesses 12 anos, Oliveira passou a gar\u00e7om, gerente e, no in\u00edcio de agosto, tornou-se dono do pr\u00f3prio restaurante, o G de Jo\u00e3o, na zona leste da capital. O estabelecimento \u00e9 especializado na culin\u00e1ria nordestina e foi aberto em sociedade com os antigos patr\u00f5es: S\u00e9rgio Cardoso, 53, e Carlos Perregil, 55.<br \/>\nOs ex-chefes s\u00e3o donos de dez estabelecimentos, entre eles o restaurante japon\u00eas Nahoe e o Bar Jord\u00e3o. Foram eles os investidores do novo neg\u00f3cio e Oliveira \u00e9 quem comanda o dia a dia da empresa.<br \/>\n&#8220;Fui eu quem sugeri a abertura do neg\u00f3cio e encontrei o ponto comercial. Eles entraram com o capital, e o lucro \u00e9 dividido entre todos&#8221;, diz.<br \/>\nPor comandar o neg\u00f3cio, Oliveira fica com uma parte proporcionalmente maior do lucro, afirma. O valor de investimento e a participa\u00e7\u00e3o de cada s\u00f3cio no lucro n\u00e3o foram divulgados.<br \/>\nEntre os pratos servidos no G de Jo\u00e3o est\u00e3o: arrumadinho, bai\u00e3o de dois, sarapatel, caldo de mocot\u00f3 e dobradinha. Os pre\u00e7os variam de R$ 26 a R$ 40, dependendo do pedido.<br \/>\nSegundo Oliveira, nos finais de semana, s\u00e3o atendidos entre cem e 200 clientes por dia. Nos dias \u00fateis, por\u00e9m, o n\u00famero cai para cerca de 50 pessoas diariamente. O faturamento n\u00e3o foi revelado.<br \/>\n<strong>Empreendedor j\u00e1 vendeu guarda-chuva na sa\u00edda do metr\u00f4<\/strong><br \/>\nOliveira conta que foi o \u00faltimo de 12 irm\u00e3os a vir para S\u00e3o Paulo. Segundo ele, o momento mais dif\u00edcil foi quando ficou desempregado e acabou virando camel\u00f4 por oito meses. &#8220;Vendia de tudo, at\u00e9 guarda-chuva na sa\u00edda do metr\u00f4&#8221;, diz.<br \/>\nNo Bracia, restaurante onde era lavador de copos, o piauiense se destacou e, em seis meses, foi promovido a gar\u00e7om. Quatro anos depois, ele assumia o posto de gerente. &#8220;Sempre tive interesse em aprender a fazer outras coisas. Acho que foi isso o que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos meus superiores&#8221;, afirma.<br \/>\nSegundo S\u00e9rgio Cardoso, o ent\u00e3o funcion\u00e1rio era bastante proativo e vestia a camisa da empresa. &#8220;Ele tamb\u00e9m \u00e9 muito carism\u00e1tico, chama o cliente pelo nome e consegue cativ\u00e1-lo com facilidade. O m\u00e9rito por se tornar s\u00f3cio do restaurante \u00e9 todo dele&#8221;, declara.<br \/>\nOs antigos patr\u00f5es tamb\u00e9m bancaram um supletivo para Oliveira, que havia abandonado a escola na sexta s\u00e9rie, e um curso de gest\u00e3o de neg\u00f3cios. &#8220;Quando voc\u00ea vira patr\u00e3o, a responsabilidade aumenta. H\u00e1 dias em que trabalho mais de 12 horas e, al\u00e9m das contas de casa, tenho as da empresa para pagar&#8221;, diz.<br \/>\nPoucas empresas incentivam a proatividade, diz especialista<br \/>\nPara Cinthya Serva, coordenadora do centro de empreendedorismo e inova\u00e7\u00e3o do Insper, Oliveira \u00e9 um exemplo de intraempreendedor. &#8220;\u00c9 um tipo de funcion\u00e1rio que tem atitude e vis\u00e3o de dono do neg\u00f3cio. \u00c9 proativo, sugere mudan\u00e7as e faz mais do que lhe \u00e9 pedido ou exigido&#8221;, afirma.<br \/>\nA especialista diz que, quando um neg\u00f3cio tem \u00e0 frente algu\u00e9m com esse perfil, as chances de sucesso aumentam. &#8220;Provavelmente, o antigo patr\u00e3o enxergou nesse funcion\u00e1rio caracter\u00edsticas que ele n\u00e3o tinha e, por isso, formaram uma sociedade.&#8221;<br \/>\nO problema, segundo Serva, \u00e9 que poucas empresas incentivam o intraempreendedorismo no seu dia a dia. &#8220;Especialmente nos pequenos neg\u00f3cios, os empres\u00e1rios n\u00e3o estimulam funcion\u00e1rios proativos, seja por falta de conhecimento ou por serem centralizadores demais&#8221;, declara.<br \/>\nServa afirma, ainda, que, para incentivar a proatividade de seus funcion\u00e1rios, \u00e9 preciso mudar a cultura do neg\u00f3cio. &#8220;\u00c9 um processo que exige confian\u00e7a e responsabilidade de todos. O patr\u00e3o deve ouvir sua equipe, estudar as sugest\u00f5es e os problemas apontados, enquanto o empregado tem de vestir a camisa da empresa.&#8221;<br \/>\n<small><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/\" title=\"Fonte\" target=\"_blank\">UOL<\/a><\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 1996, quando deixou sua cidade natal, Paulistana (a 461 km de Teresina), rumo a S\u00e3o Paulo, Jenival de Carvalho Oliveira, 37, passou por v\u00e1rios empregos. Trabalhou em uma distribuidora de alimentos, em um bar, foi padeiro e tamb\u00e9m camel\u00f4. 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