{"id":8395,"date":"2014-07-31T22:21:38","date_gmt":"2014-08-01T01:21:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=8395"},"modified":"2018-08-27T09:56:07","modified_gmt":"2018-08-27T12:56:07","slug":"surdo-cria-escola-para-ensinar-lingua-de-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/surdo-cria-escola-para-ensinar-lingua-de-sinais\/","title":{"rendered":"Surdo cria escola para ensinar l\u00edngua de sinais"},"content":{"rendered":"<p>O sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o foi o ponto de partida para o curitibano \u00c9den Veloso, 38, investir em um neg\u00f3cio pr\u00f3prio. Ele \u00e9 surdo e, quando trabalhou em uma multinacional, sofria preconceito e tinha dificuldade para se comunicar com os colegas.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/surdo-cria-escola.jpg\" alt=\"surdo-cria-escola\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-8396\" \/><br \/>\n&#8220;Nenhuma pessoa da empresa sabia libras [l\u00edngua brasileira de sinais], n\u00e3o tinha comunica\u00e7\u00e3o nem com os funcion\u00e1rios nem com os supervisores da \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o. Todos sabiam que eu era surdo e me colocavam apelidos como mudinho, macaco&#8221;, contou o hoje empres\u00e1rio, que percebia as ofensas por leitura labial.<br \/>\nFormado em letras, resolveu ent\u00e3o, em 2009, que se dedicaria \u00e0s aulas de libras para que as empresas passassem a se comunicar com os surdos. Para isso, teve de criar o material did\u00e1tico e assim come\u00e7ou a M\u00e3o Sinais, em Curitiba.<br \/>\nO livro com DVD &#8220;Aprenda Libras com Rapidez e Efici\u00eancia&#8221; custa R$ 30 e j\u00e1 vendeu mais de 45 mil exemplares, diz Veloso. Com o dinheiro do material, o empres\u00e1rio abriu a escola de l\u00edngua de sinais, que tem hoje cerca de cem alunos \u2013apenas um deles \u00e9 deficiente auditivo.<br \/>\nO interesse de pessoas sem defici\u00eancia em aprender libras surpreendeu quem esperava que o neg\u00f3cio n\u00e3o fosse durar. &#8220;Muitos falavam que era jogar dinheiro no lixo, pois ningu\u00e9m tinha interesse em aprender uma l\u00edngua pouco divulgada&#8221;, lembra Veloso, que considera esse o diferencial de sua empresa.<br \/>\nO empres\u00e1rio n\u00e3o revela o faturamento, mas cobra de R$ 110 a R$ 130 mensais por quatro horas de aula semanais. A escola tamb\u00e9m presta servi\u00e7os de int\u00e9rpretes e realiza cursos de capacita\u00e7\u00e3o para empresas. O trabalho ajuda a dar f\u00f4lego financeiro \u00e0 escola, que s\u00f3 com as aulas ainda n\u00e3o se mant\u00e9m.<br \/>\n<strong>P\u00fablico interessado \u00e9 restrito, mas foco pode ser segredo do neg\u00f3cio<\/strong><br \/>\nRodrigo Vianna, consultor do Sebrae-PR (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas do Paran\u00e1), e Cassio Spina, fundador da aceleradora Anjos do Brasil, dizem que o n\u00famero de produtos e servi\u00e7os criados para atender a deficientes \u00e9 pequeno e isso pode ser uma vantagem.<br \/>\nSegundo Spina, solu\u00e7\u00f5es voltadas ao p\u00fablico com necessidades especiais s\u00e3o minoria. Por isso, empresas que atendem a essa demanda podem virar refer\u00eancia e ter um p\u00fablico fiel.<br \/>\nPara Vianna, embora o neg\u00f3cio possa parecer segmentado, ele avalia que o mercado tem demanda, principalmente na internet. &#8220;O fato de estar em Curitiba faz com que menos pessoas tenham acesso. A expans\u00e3o para a internet \u00e9 um caminho natural e que far\u00e1 toda a diferen\u00e7a para crescer. O mais dif\u00edcil, que \u00e9 a ideia e criar conte\u00fado, isso ele j\u00e1 tem.&#8221;<br \/>\nEsse \u00e9 o objetivo de Veloso, que pensa em investir em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia para aumentar seus neg\u00f3cios.<br \/>\n<strong>27% de brasileiros com defici\u00eancia trabalham por conta pr\u00f3pria<\/strong><br \/>\nA dificuldade para encontrar trabalho e empresas adequadas para receber funcion\u00e1rios com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 uma particularidade da hist\u00f3ria de Veloso. O censo demogr\u00e1fico do IBGE de 2010 mostrou que no pa\u00eds havia 20,3 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia ocupadas. Dessas, 27,4% trabalhavam por conta pr\u00f3pria &#8211;percentual maior do que o registrado no total da popula\u00e7\u00e3o (20,8%).<br \/>\nEm S\u00e3o Paulo, levantamento feito pelo Sebrae mostra que entre deficientes h\u00e1 mais empreendedores que entre pessoas sem defici\u00eancia.<br \/>\nDe 23% a 27% das pessoas ativas economicamente com alguma defici\u00eancia no Estado s\u00e3o empreendedores, o \u00edndice \u00e9 mais baixo entre deficientes visuais e mais alto entre deficientes f\u00edsicos. Entre os paulistas sem defici\u00eancia, a taxa \u00e9 de 21%.<br \/>\n<small><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/\" title=\"Fonte\" target=\"_blank\">UOL<\/a><\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o foi o ponto de partida para o curitibano \u00c9den Veloso, 38, investir em um neg\u00f3cio pr\u00f3prio. 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