{"id":7794,"date":"2014-06-20T15:19:14","date_gmt":"2014-06-20T18:19:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=7794"},"modified":"2014-06-20T15:19:14","modified_gmt":"2014-06-20T18:19:14","slug":"como-construir-e-defender-marcas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/como-construir-e-defender-marcas\/","title":{"rendered":"Como Construir e Defender Marcas"},"content":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma marca (branding) \u00e9, com certeza, uma das tarefas mais subjetivas do universo empresarial, pois se trata de percep\u00e7\u00f5es sobre como as pessoas enxergam uma empresa. Apesar de o mundo financeiro ter criado indicadores e medidas para monetiz\u00e1-las, tudo ainda n\u00e3o passa de percep\u00e7\u00e3o. Marcas s\u00e3o constru\u00eddas por meio da comunica\u00e7\u00e3o e esta, quando bem feita, deixa rastros na sua trajet\u00f3ria &#8211; estes carregar\u00e3o significados transformando-os em valores que far\u00e3o a diferen\u00e7a ao criar o correto posicionamento na mente das pessoas.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/marcas-valiosas.jpg\" alt=\"marcas-valiosas\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-7795\" \/><br \/>\nO design da marca &#8211; o seu visual concreto &#8211; dever\u00e1 conter em si todos os significados atribu\u00eddos \u00e0 empresa. \u00c9 uma atividade complexa que exige um pouco de v\u00e1rios saberes humanos: sociologia, antropologia, psicologia, literatura, teatro, artes pl\u00e1sticas, pesquisa, cinema e, principalmente, o da arte do saber criar e contar uma boa hist\u00f3ria, o que os jovens chamam hoje de storytelling \u00e9 coisa antiga.<br \/>\nPela complexidade e abrang\u00eancia, a gest\u00e3o de marcas deve ser realizada por estrategistas experientes, o que n\u00e3o acontece na maior parte das empresas, pois muitos confundem a\u00e7\u00f5es de propaganda e promo\u00e7\u00e3o com as de marketing. Empres\u00e1rios se enganam ao pensar que possuem um departamento de marketing quando na verdade est\u00e3o falando de um departamento de promo\u00e7\u00e3o, com algu\u00e9m encarregado de montar festas, eventos, feiras e a produ\u00e7\u00e3o de folhetos &#8211; mas n\u00e3o de marcas. Comunica\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e propaganda s\u00e3o ferramentas do marketing e ser\u00e3o usadas com mais efici\u00eancia e menos custo quanto mais refinado e pensado for o conceito que as sustentam. Al\u00e9m de ser o respons\u00e1vel por todos os detalhes da gest\u00e3o da marca (valor subjetivo), o marketing tem o dever de dar suporte \u00e0s vendas (valor objetivo). \u00c9 aqui que os profissionais do setor devem descer do seu pedestal e entrar para o mundo dos mortais.<br \/>\nQuando come\u00e7amos a construir a marca do Bamerindus h\u00e1 mais de 40 anos pensamos: \u201csomos um banco novo, com servi\u00e7os e produtos ainda desorganizados, vamos fazer com que as pessoas gostem da gente para que elas perdoem os nossos erros e enquanto isso arrumamos a casa\u201d. A estrat\u00e9gia deu t\u00e3o certo que 15 anos depois de a marca Bamerindus ter sa\u00eddo do mercado muitos ainda dizem \u201cVou ali, no Bamerindus.\u201d &#8211; em vez de \u201cVou no HSBC\u201d. A marca tamb\u00e9m aparece em pesquisas Top of Mind em diversas regi\u00f5es. Pergunta-se: \u201cDiga o nome de um banco?\u201d &#8211; algumas respostas s\u00e3o \u201cBamerindus\u201d. Foi este fazer com que as pessoas gostassem da gente, por meio de hist\u00f3rias e abordagens emocionais que fez a marca ser t\u00e3o querida pela popula\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nEste envolvimento emocional se deu tamb\u00e9m por meio de uma preocupa\u00e7\u00e3o constante de segmenta\u00e7\u00e3o por regi\u00e3o &#8211; assim, o Bamerindus era ga\u00facho no Rio Grande do Sul, mineiro em Minas, baiano na Bahia&#8230; Cada regi\u00e3o pensava que o banco era local, da sua cidade. Somou-se a isto uma firmeza e disposi\u00e7\u00e3o de s\u00f3 tratar e mostrar em sua comunica\u00e7\u00e3o assuntos genuinamente brasileiros &#8211; trilhas musicais, temas, abordagens, cores e at\u00e9 a logotipia que era uma bandeira do Brasil estilizada.<br \/>\nO mesmo se deu com a marca O Botic\u00e1rio a qual ajudei a construir e defender durante um bom tempo. Para O Botic\u00e1rio usamos a t\u00e9cnica de criar e contar hist\u00f3rias o tempo inteiro. Assim foi criado o seu Servi\u00e7o de Atendimento ao Consumidor (um dos pioneiros no Brasil), o Clube da Garota Taty, a Funda\u00e7\u00e3o Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza (esta para criar valores subjetivos \u00e0 marca) e v\u00e1rios outros. A meta era sempre a de criar a\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o da marca &#8211; fazer com que o nosso p\u00fablico alvo n\u00e3o envelhecesse, pois as pesquisas indicavam que ano a ano a mulher que comprava nossos produtos poderia envelhecer. As a\u00e7\u00f5es de defesa de marca abrangiam tamb\u00e9m o lan\u00e7amento de produtos para gente mais jovem como, os perfumes OPS, a linha Ma Cherie e outros. Pensar produtos adequados tamb\u00e9m podem ser fatores de constru\u00e7\u00e3o e defesa de marcas.<br \/>\nA filosofia explica que ideias, objetos e valores s\u00f3 existem em nossa cabe\u00e7a, por exemplo: a palavra ou a imagem de um cachorro n\u00e3o morde, mas significa as ideias que associamos ao animal e \u00e0s suas qualidades. Assim \u00e9 com as marcas. Elas vivem nas nossas emo\u00e7\u00f5es, cabe ao profissional encarregado de geri-las fazer bem o seu trabalho.<br \/>\n<small><em>Fonte: Eloi Zanetti, Endeavor<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma marca (branding) \u00e9, com certeza, uma das tarefas mais subjetivas do universo empresarial, pois se trata de percep\u00e7\u00f5es sobre como as pessoas enxergam uma empresa. Apesar de o mundo financeiro ter criado indicadores e medidas para monetiz\u00e1-las, tudo ainda n\u00e3o passa de percep\u00e7\u00e3o. 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