{"id":6769,"date":"2014-04-23T10:46:17","date_gmt":"2014-04-23T13:46:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=6769"},"modified":"2018-08-27T09:56:30","modified_gmt":"2018-08-27T12:56:30","slug":"de-morador-de-rua-a-empresario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/de-morador-de-rua-a-empresario\/","title":{"rendered":"De morador de rua a empres\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o falham. Elas desistem\u201d. Marcelo Ostia, de 32 anos, s\u00f3 se deu conta da reviravolta que havia acontecido em sua vida quando leu esta frase em uma camiseta doada por volunt\u00e1rios a moradores de rua do centro de S\u00e3o Paulo. Ele estava dormindo em uma vaga de estacionamento quando um motorista de caminh\u00e3o lhe entregou a pe\u00e7a de roupa. \u201cVi que a minha situa\u00e7\u00e3o era cr\u00edtica, estava sendo confundido com um mendigo\u201d. Essa percep\u00e7\u00e3o foi o baque que ele precisava para tentar mudar de vida. Hoje, o fundador da Camisetas da Hora, empresa com 835 franqueados e um faturamento de R$ 120 mil por m\u00eas, repete a frase da camiseta que ganhou como se fosse um mantra. \u201cA gente erra para adquirir experi\u00eancia\u201d.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/camisetasdahora.jpg\" alt=\"camisetasdahora\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-6771\" \/><br \/>\nAs grandes mudan\u00e7as na vida do empres\u00e1rio come\u00e7aram quando ele foi demitido da multinacional em que havia trabalhado dos 11 aos 19 anos. A companhia estava saindo de Itu, no Interior de S\u00e3o Paulo, para o Rio de Janeiro e precisou dispensar todos os funcion\u00e1rios. \u201cEntrei como guardinha mirim e sa\u00ed como funcion\u00e1rio da \u00e1rea de planejamento. Havia crescido l\u00e1. Fiquei muito frustrado por ter sa\u00eddo\u201d.<br \/>\nSem emprego, Ostia decidiu montar uma copiadora r\u00e1pida na garagem da casa dos pais, sua primeira experi\u00eancia como empreendedor. Um de seus clientes era o dono de uma camisetaria que comentou com ele que precisava de algu\u00e9m para fazer a arte das estampas. Vendo uma oportunidade, ele ofereceu seus servi\u00e7os \u2013 mesmo sem saber nada sobre arte gr\u00e1fica. \u201cInstalei o CorelDRAW no computador e fiquei fu\u00e7ando, aprendendo sozinho durante uns tr\u00eas meses. Foi um pelejo bem grande, mas consegui\u201d.<br \/>\nQuando os neg\u00f3cios come\u00e7avam a ir bem, a empresa do novo cliente foi \u00e0 fal\u00eancia e o dono veio perguntar a Ostia se ele n\u00e3o gostaria de comprar os equipamentos de estampa. Foi a segunda grande reviravolta na vida do empreendedor, que tamb\u00e9m n\u00e3o sabia nada sobre estampar camisetas, mas aceitou fechar o neg\u00f3cio mesmo assim. A copiadora virou, ent\u00e3o, uma gr\u00e1fica r\u00e1pida: fazia banners, faixas, cartazes e tamb\u00e9m estampava camisetas.<br \/>\nDepois de algum tempo, no entanto, a nova empresa faliu. Ostia explica que foi por uma s\u00e9rie de problemas, grande parte deles gerados pela falta de experi\u00eancia em administra\u00e7\u00e3o dos donos (na \u00e9poca, um amigo de inf\u00e2ncia se tornara s\u00f3cio na empreitada). Mas o que piorou a situa\u00e7\u00e3o da gr\u00e1fica foi o calote de um fornecedor de S\u00e3o Paulo, que havia recebido por alguns materiais e desaparecido.<br \/>\nSem nenhum receio, os s\u00f3cios sa\u00edram do interior rumo \u00e0 capital paulista para fazer a cobran\u00e7a. Sem nenhum contato, chegaram \u00e0 cidade e logo perceberam que nunca encontrariam a empresa, nem o caloteiro. O que iriam fazer agora?<br \/>\nDepois de andar sem destino durante algumas horas, eles entraram numa rua que deu a resposta. Era a rua Bresser, no Br\u00e1s, famoso ponto de com\u00e9rcio de roupas em S\u00e3o Paulo. \u201cEu olhei ao redor e vi que todo mundo vendia camisetas, mas ningu\u00e9m vendia camisetas estampadas\u201d. Da\u00ed sa\u00edram os dois, de loja em loja, oferecendo seus servi\u00e7os. Quem topou a parceria foi um turco, dono de um estabelecimento grande. O acordo era que as m\u00e1quinas ficassem na porta do local, para que os clientes, pudessem customizar as roupas compradas.<br \/>\nOs s\u00f3cios vieram para S\u00e3o Paulo contando com a ajuda do novo parceiro para encontrar um lugar para ficar. Mas isso n\u00e3o aconteceu. A resposta atravessada \u00e0s expectativas dos empreendedores, Ostia lembra at\u00e9 hoje: \u201cEle disse: \u2018N\u00e3o sou pai de voc\u00eas. Da porta pra dentro voc\u00eas trabalham, da porta para fora, voc\u00eas se virem\u201d\u2019. Com R$ 50 no bolso, eles decidiram alugar uma vaga de estacionamento para dormir e guardar as m\u00e1quinas de estampa. \u201cS\u00f3 consegu\u00edamos pagar isso\u201d. Era no pr\u00f3prio estabelecimento que eles tomavam banho e se trocavam. At\u00e9 que aconteceu o epis\u00f3dio da camiseta doada por volunt\u00e1rios.<br \/>\n\u201cPercebi que precisava mudar. Al\u00e9m disso, a minha namorada estava gr\u00e1vida\u201d. Ostia decidiu, ent\u00e3o, come\u00e7ar a produzir camisetas para vender pela internet &#8211; surgia o embri\u00e3o da Camisetas da Hora. No come\u00e7o, ele anunciava os produtos no Mercado Livre e colocava no correio para fazer as entregas \u2013 passava os dias circulando entre a rua Bresser e uma lan house pr\u00f3xima ao estacionamento. Em 2004, quando conseguiu juntar R$ 300, criou uma p\u00e1gina do neg\u00f3cio na internet e voltou para Itu.<br \/>\nDe l\u00e1 para c\u00e1, a Camisetas da Hora cresceu a passos largos. Hoje, a marca vende at\u00e9 8 mil camisetas por m\u00eas, por meio de suas 834 franquias online, um quiosque em Itapevi (SP) e um furg\u00e3o que viaja o Brasil todo vendendo os produtos em eventos. Daqui a 60 dias, ser\u00e1 inaugurada a primeira loja f\u00edsica da rede, em Araraquara.<br \/>\nPara os pr\u00f3ximos anos, os planos de Ostia e sua esposa, Andreia Oliveira, a nova s\u00f3cia, s\u00e3o ambiciosos. Eles querem lan\u00e7ar uma rede de displays em hot\u00e9is, para alcan\u00e7ar os turistas que devem vir ao pa\u00eds para a Copa do Mundo \u2013 mais ou menos como a Havaianas faz. \u201c\u00c9 algo novo, que no meu segmento, ningu\u00e9m explora\u201d, diz. E completa: \u201cIsso \u00e9 empreendedorismo. O empreendedor consegue ver vantagens em qualquer situa\u00e7\u00e3o, consegue criar oportunidades onde as outras pessoas s\u00f3 veem problemas\u201d.<br \/>\n<small><em>Fonte: <a href=\"http:\/\/epocanegocios.globo.com\/Inspiracao\/Carreira\/noticia\/2013\/07\/de-morador-de-rua-empresario-historia-do-fundador-da-camisetas-da-hora.html\" title=\"Fonte\" target=\"_blank\">\u00c9poca Neg\u00f3cios<\/a><\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAs pessoas n\u00e3o falham. Elas desistem\u201d. Marcelo Ostia, de 32 anos, s\u00f3 se deu conta da reviravolta que havia acontecido em sua vida quando leu esta frase em uma camiseta doada por volunt\u00e1rios a moradores de rua do centro de S\u00e3o Paulo. 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