{"id":4035,"date":"2013-12-05T10:40:56","date_gmt":"2013-12-05T12:40:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=4035"},"modified":"2013-12-05T10:40:56","modified_gmt":"2013-12-05T12:40:56","slug":"a-era-do-buzzmarketing","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/a-era-do-buzzmarketing\/","title":{"rendered":"A era do Buzzmarketing"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/buzz-marketing.jpg\" alt=\"buzz-marketing\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-4036\" \/>O estudo do marketing vem aprimorando cada vez mais suas ferramentas. No in\u00edcio, marketing era simplesmente estudar o mercado e sua composi\u00e7\u00e3o, depois, partiu para o desenvolvimento de produtos e, na metade do s\u00e9culo passado, para o estudo do pre\u00e7o, da distribui\u00e7\u00e3o, dos servi\u00e7os, da log\u00edstica e da comunica\u00e7\u00e3o sob a \u00f3tica do cliente. Quanto mais profundidade, mais valor \u00e9 dado a cada aspecto da rela\u00e7\u00e3o de consumo e compra, ampliando a abrang\u00eancia das atividades de marketing.<br \/>\nHoje, estamos na era do relacionamento, que \u00e9 um passo \u00e0 frente da era anterior, a era do cliente \u2013 em que todas as decis\u00f5es de marketing eram tomadas colocando o cliente como centro, mas ainda enxergando esse cliente como o prospect a ser conquistado. Os profissionais dessa era tornaram-se especialistas em conquistar clientes, puxando-os para o ponto-de-venda e conseguindo sua convers\u00e3o. Inclusive, \u00e9 por essa capacidade, importante para os neg\u00f3cios, que o profissional de marketing \u00e9 conhecido at\u00e9 hoje.<br \/>\n<strong>A era do relacionamento<\/strong><br \/>\nPor\u00e9m, a competitividade faz da melhoria cont\u00ednua uma necessidade. O aprimoramento e a inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o quest\u00f5es b\u00e1sicas para continuar vencendo a concorr\u00eancia, cada vez maior, no mundo dos neg\u00f3cios. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente conquistar o cliente uma vez, \u00e9 preciso conquist\u00e1-lo sempre, mantendo-o fiel o maior tempo poss\u00edvel, de prefer\u00eancia durante todo seu ciclo como consumidor.<br \/>\nEssa \u00e9 a era do relacionamento, em que vivemos atualmente. Com o cliente mais cr\u00edtico, consciente dos seus direitos, com percep\u00e7\u00e3o afinada de qualidade e com conhecimento das op\u00e7\u00f5es existentes no mercado. Nessa situa\u00e7\u00e3o, mais que tentar oferecer mais e mais a todo o momento, o que tem um limite, o importante \u00e9 conseguir compreend\u00ea-lo e, na medida do poss\u00edvel, oferecer-lhe um atendimento mais prestativo, com mais servi\u00e7os, qualidade e personaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMuitas empresas t\u00eam buscado esses objetivos, algumas se tornam refer\u00eancias, mas estas ainda s\u00e3o poucas e, por isso mesmo, admirada e reconhecida como de excel\u00eancia. No entanto, da mesma forma que a melhoria cont\u00ednua fez as ferramentas da era do cliente ser trabalhadas por todas as empresas, diminuindo sua diferencia\u00e7\u00e3o de marketing, esse movimento tende a acontecer tamb\u00e9m na era do relacionamento. Poder\u00e1 chegar um dia em que atendimento de alto n\u00edvel ao cliente ser\u00e1 comum para todas as empresas. A partir da\u00ed, qual ser\u00e1 o novo paradigma?<br \/>\n<strong>A era do <em>buzzmarketing<\/em><\/strong><br \/>\nAntes, bastava colocar o produto \u00e0 venda, pouco tempo depois, isto j\u00e1 n\u00e3o era mais suficiente &#8211; era necess\u00e1rio trabalhar a melhor combina\u00e7\u00e3o de oferta e dispor o produto certo, na hora certa, no lugar certo e com a comunica\u00e7\u00e3o certa. Agora, quando todos j\u00e1 dominam ou buscam dominar essa pr\u00e1tica, tornam-se importantes o relacionamento e a proximidade com o cliente.<br \/>\nE quando estas tornarem-se pr\u00e1ticas constantes nas organiza\u00e7\u00f5es, o marketing ir\u00e1 caminhar para o estudo das conseq\u00fc\u00eancias, positivas ou n\u00e3o, das pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es de marketing, nas opini\u00f5es dos clientes e das pessoas que se relacionam direta ou indiretamente com a organiza\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis, os chamados <em>stakeholders <\/em>\u2013 p\u00fablico agente, influenciador, com poder e voz para disseminar posi\u00e7\u00f5es e imagens favor\u00e1veis ou difamat\u00f3rias.<br \/>\nCada vez mais as organiza\u00e7\u00f5es buscam se preocupar com a sua imagem \u201cfalada\u201d, que \u00e9 diferente da imagem publicit\u00e1ria, oficial, transmitida pelos canais formais de comunica\u00e7\u00e3o. A imagem comentada \u00e9 aquela transmitida nas conversas entre amigos, \u00e9 o burburinho, o buxixo, enfim, o boca-a-boca. \u00c9 sabido que uma opini\u00e3o transmitida por algu\u00e9m que conhecemos, e a que damos cr\u00e9dito, \u00e9 t\u00e3o ou mais forte que uma mensagem transmitida pela pr\u00f3pria empresa ou por seus vendedores.<br \/>\nA quest\u00e3o \u00e9 como podemos, de forma gerencial, influir nesse processo, que sempre aconteceu informalmente. Ou seja, como as organiza\u00e7\u00f5es podem promover e disseminar o boca-a-boca e, ainda por cima, positivo. H\u00e1 no mercado editorial v\u00e1rias obras que abordam e buscam responder a essa quest\u00e3o diretamente (recomendo os t\u00edtulos: Buzzmarketing, da editora M.Books; e Marketing IdeiaV\u00edrus, da Campus) e outros que abordam a quest\u00e3o das redes de relacionamento (<em>Wikinomics <\/em>\u2013 como a colabora\u00e7\u00e3o em massa pode mudar o seu neg\u00f3cio, da Nova Fronteira; e O Ponto de Desequil\u00edbrio, da Rocco). Muitos profissionais v\u00eam estudando esses assuntos, tamb\u00e9m influenciados pelo poder disseminador da Internet e suas trocas constantes de informa\u00e7\u00f5es via e-mails.<br \/>\n<strong>Gest\u00e3o do <em>buzz<\/em><\/strong><br \/>\nDo muito que j\u00e1 foi publicado, que ainda \u00e9 pouco se comparado ao que vai acontecer nos pr\u00f3ximos anos, listo algumas recomenda\u00e7\u00f5es para as organiza\u00e7\u00f5es interessadas em estudar e gerir o buzz em volta de sua marca e a\u00e7\u00f5es:<br \/>\n\u2022 Gerencie muito bem a expectativa e a entrega. \u00c9 a velha li\u00e7\u00e3o de casa. A satisfa\u00e7\u00e3o vem dessa boa gest\u00e3o, portanto, \u00e9 importante ser prudente na promessa e rigoroso no controle da qualidade dos produtos e servi\u00e7os. \u00c9 da\u00ed que nasce a reputa\u00e7\u00e3o: da expectativa atendida continuamente.<br \/>\n\u2022 D\u00ea aten\u00e7\u00e3o a quem lhe d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o. H\u00e1 clientes que se aproximam mais, seja para aprender e colher mais dados, seja para reclamar e exigir seus direitos. Nunca deixe de atend\u00ea-los, ouvi-los e respond\u00ea-los. O pior para sua imagem \u00e9 n\u00e3o dar aten\u00e7\u00e3o a quem resolveu se aproximar. O ponto cr\u00edtico \u00e9 que, para dar essa aten\u00e7\u00e3o a mais, ser\u00e1 preciso investir mais no atendimento e nos canais de atendimento, ser\u00e1 preciso criar processos de feedback e gerenciar tamb\u00e9m esse grupo de clientes.<br \/>\n\u2022 Dissemine seu conhecimento e seja falado por isso. Clientes n\u00e3o compram apenas seu produto. Compram sua hist\u00f3ria, sua t\u00e9cnica e sua experi\u00eancia. Dissemine seu saber, crie narrativas em volta do seu produto e da sua organiza\u00e7\u00e3o, quanto mais o cliente aprender, mais ele ter\u00e1 o que comentar e mais significados ele encontrar\u00e1 para manter-se cliente. A dissemina\u00e7\u00e3o, inicialmente, \u00e9 promovida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o formais, mas sua for\u00e7a vem, principalmente, do envolvimento das pessoas, clientes e stakeholders, que replicam suas opini\u00f5es e experi\u00eancias para frente.<br \/>\n\u2022 Crie redes formais e alimente seu crescimento. N\u00e3o h\u00e1 nada mais eficiente que clientes satisfeitos se conhecendo e trocando suas opini\u00f5es. Por isso, uma organiza\u00e7\u00e3o pode se colocar tamb\u00e9m como um \u201chub\u201d \u2013 um conector entre as pessoas que se relacionam com elas, formando redes de relacionamento e estimulando seu desenvolvimento. Quanto mais conex\u00f5es, formando grupos, clubes e clusters, uma organiza\u00e7\u00e3o conseguir criar, mais as pessoas se manter\u00e3o \u00e0 sua volta, comentando. Para isso, ser\u00e1 necess\u00e1rio tamb\u00e9m, continuamente, alimentar essa rede com mais conhecimento e, principalmente, com novidades. O que mant\u00e9m essas redes ativas \u00e9 seu compromisso em aliment\u00e1-las.<br \/>\nO <em>buzz<\/em>, al\u00e9m de manter clientes, tem poder para trazer novos. Verifica-se isso em qualquer pesquisa com novos clientes. A op\u00e7\u00e3o \u201cconheci por indica\u00e7\u00e3o e coment\u00e1rios de amigos e colegas\u201d sempre recebe muitas afirmativas. O ponto \u00e9 que esse resultado costuma ser tratado como conseq\u00fc\u00eancia natural do bom marketing.<br \/>\nPor\u00e9m, num ambiente cada vez mais concorrencial, com boas pr\u00e1ticas de marketing da era do cliente e do relacionamento, torna-se importante enxergar o buzz e seu valor para os neg\u00f3cios. Portanto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 saber o quanto sua marca \u00e9 conhecida, mas como ela \u00e9 reconhecida e comentada pelas pessoas que t\u00eam contato com ela. Ou com as pessoas que t\u00eam contato com as pessoas que t\u00eam contato.<br \/>\n<small><em>Fonte: Marcelo Miyashita, Consultores (http:\/\/www.consultores.com.br\/artigos.asp?cod_artigo=563)<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo do marketing vem aprimorando cada vez mais suas ferramentas. No in\u00edcio, marketing era simplesmente estudar o mercado e sua composi\u00e7\u00e3o, depois, partiu para o desenvolvimento de produtos e, na metade do s\u00e9culo passado, para o estudo do pre\u00e7o, da distribui\u00e7\u00e3o, dos servi\u00e7os, da log\u00edstica e da comunica\u00e7\u00e3o sob a \u00f3tica do cliente. 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