{"id":2845,"date":"2013-10-15T09:41:02","date_gmt":"2013-10-15T12:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=2845"},"modified":"2013-10-15T09:41:02","modified_gmt":"2013-10-15T12:41:02","slug":"lojas-virtuais-que-nao-vendem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/lojas-virtuais-que-nao-vendem\/","title":{"rendered":"Lojas virtuais que n\u00e3o vendem"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ecommerce1.jpg\" alt=\"eCommerce\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-2846\" \/>Considero como um marco para o e-commerce no Brasil o ano de 2001, quando ultrapassamos a cifra estimada de 1 milh\u00e3o de compradores on-line. \u00c9 claro que antes disso existiam empresas negociando, mas o volume de vendas ainda era incipiente em rela\u00e7\u00e3o ao mercado. De qualquer modo, pode-se dizer que o e-commerce j\u00e1 atingiu a sua primeira d\u00e9cada de vida no Brasil&#8230;<br \/>\nApesar disso, parece que ainda temos muito o que aprender sobre a arte de se vender on-line e uma das \u00e1reas que ainda deixam a desejar \u00e9 o desenvolvimento de lojas virtuais. No meu trabalho de consultoria tenho deparado freq\u00fcentemente com clientes decepcionados com o e-commerce pelo fato de que as vendas n\u00e3o atingiram a expectativa. Ocorre que na maioria das vezes o problema n\u00e3o est\u00e1 no mercado, afinal o e-commerce vendeu mais de 10 bilh\u00f5es de reais o ano passado, mas sim na loja virtual que foi desenvolvida para ser uma loja bonita, mas n\u00e3o uma loja vendedora. Uma loja virtual vendedora \u00e9 uma loja pr\u00f3-ativa que desperta o interesse do usu\u00e1rio pelo produto; que ajuda o usu\u00e1rio a tomar decis\u00f5es de compra por meio da compara\u00e7\u00e3o entre produtos similares; que esclarece d\u00favidas e mostra os atributos positivos de cada produto; que permite uma compra r\u00e1pida e f\u00e1cil por meio de caminhos alternativos no site, entre in\u00fameros outros fatores que levam o usu\u00e1rio a sair da loja com a compra realizada.<br \/>\n<strong>Barreiras no caminho da compra<\/strong><br \/>\nMuitas vezes, o que encontramos \u00e9 uma loja que faz justamente o oposto, colocando barreiras \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da compra. Veja um exemplo gritante desse fato. Sabe-se que o consumidor on-line \u00e9 um sujeito esclarecido, que sabe o que quer, \u00e9 exigente e extremamente impaciente. Ao visitar uma loja, ele deseja saber rapidamente quais os produtos oferecidos, os atributos positivos do produto, o pre\u00e7o e a eventual promo\u00e7\u00e3o para tomar a decis\u00e3o rapidamente e clicar no bot\u00e3o comprar. Mesmo assim, \u00e9 comum nos depararmos com lojas virtuais que utilizam as antigas \u201csplash pages\u201d, aquelas p\u00e1ginas de abertura criadas em flash, cheias de anima\u00e7\u00f5es e at\u00e9 com musica de fundo, que s\u00f3 servem para obrigar o usu\u00e1rio a clicar para desligar o som, procurar um bot\u00e3o de sa\u00edda, clicar para fechar a p\u00e1gina, para, s\u00f3 ent\u00e3o, tentar descobrir o que, afinal de contas, a loja tem de interessante para ele comprar. S\u00f3 que at\u00e9 chegar l\u00e1, boa parte de sua paci\u00eancia j\u00e1 se esvaiu e ao se deparar com mais um ou dois cliques desnecess\u00e1rios, ele se cansa e vai procurar ambientes mais amig\u00e1veis. Com ele, se vai uma venda perdida! E para complicar, essas famigeradas p\u00e1ginas de entrada confundem os sites de busca que n\u00e3o encontram nada para indexar, dificultando tamb\u00e9m a chegada de poss\u00edveis novos visitantes.<br \/>\nS\u00e3o tamb\u00e9m muito comuns problemas graves de usabilidade, tais como: formul\u00e1rios extensos, que solicitam at\u00e9 o nome da m\u00e3e; navega\u00e7\u00e3o confusa que dificulta o percurso at\u00e9 a finaliza\u00e7\u00e3o da compra; imagens de baixa qualidade que n\u00e3o permitem uma vis\u00e3o adequada do produto; texto excessivamente voltado para as caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas do produto e n\u00e3o para as necessidades do usu\u00e1rio, e mais uma infinidade de pequenas barreiras que v\u00e3o minando a paci\u00eancia e o interesse do potencial cliente, de tal forma que no final s\u00f3 restar\u00e3o alguns poucos teimosos que insistiram em chegar at\u00e9 o \u00faltimo clique.<br \/>\nPor fim, uma outra limita\u00e7\u00e3o grave em algumas lojas \u00e9 a n\u00e3o exist\u00eancia de ferramentas estimuladoras de compra, tais como: envio f\u00e1cil de emails promocionais e newsletter, b\u00f4nus de fideliza\u00e7\u00e3o, cupons de desconto, recupera\u00e7\u00e3o de carrinhos abandonados, venda casada, sistema de gerenciamento de afiliados, entre outras. A exist\u00eancia dessas ferramentas e, obviamente, a sua utiliza\u00e7\u00e3o adequada, possibilitam um aumento na taxa de convers\u00e3o de visitantes em clientes, que pode fazer a diferen\u00e7a no resultado do m\u00eas.<br \/>\nUma loja eficaz na transforma\u00e7\u00e3o de visitantes em clientes \u00e9 um dos principais fundamentos do e-commerce. \u00c9 preciso que os empreendedores e os empres\u00e1rios iniciantes no novo canal de comercializa\u00e7\u00e3o estejam atentos \u00e0 necessidade de uma loja virtual vendedora para se ter sucesso nos neg\u00f3cios on-line. Para isso, devem ser muito exigentes na escolha da solu\u00e7\u00e3o, preferencialmente optando por aquelas que estejam h\u00e1 um bom tempo no mercado e que j\u00e1 tenham sido testadas por muitos lojistas.<br \/>\n<small><em>Fonte: Dailton Felipini, Portal eCommerceOrg (http:\/\/www.e-commerce.org.br\/artigos\/lojas_virtuais_quenaovendem.php)<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considero como um marco para o e-commerce no Brasil o ano de 2001, quando ultrapassamos a cifra estimada de 1 milh\u00e3o de compradores on-line. \u00c9 claro que antes disso existiam empresas negociando, mas o volume de vendas ainda era incipiente em rela\u00e7\u00e3o ao mercado. 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