{"id":2485,"date":"2013-09-18T13:40:14","date_gmt":"2013-09-18T16:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=2485"},"modified":"2013-09-18T13:40:14","modified_gmt":"2013-09-18T16:40:14","slug":"amigos-amigos-assuntos-do-trabalho-a-parte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/amigos-amigos-assuntos-do-trabalho-a-parte\/","title":{"rendered":"Amigos, amigos, assuntos do trabalho \u00e0 parte"},"content":{"rendered":"<p><small>Por Bernt Entschev* <\/small><br \/>\n\u00c9 muito comum fazermos amizades em nosso ambiente de trabalho, afinal s\u00e3o as pessoas com quem convivemos diariamente durante horas a fio. J\u00e1 tratei desse assunto aqui, inclusive sobre os pr\u00f3s e contras de nos tornarmos muito amigos de nossos colegas. Mas, como ficam essas amizades quando uma das partes sai da empresa e vai trabalhar num concorrente?<br \/>\nAcredito que o fator mais pertinente para essa resposta seja a real import\u00e2ncia que essa amizade tem para cada um de n\u00f3s. S\u00e3o v\u00e1rias as situa\u00e7\u00f5es e tentarei abordar algumas delas aqui.<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o mais comum de todas  \u00e9 aquela onde as pessoas se conhecem no ambiente de trabalho e ali desenvolvem uma amizade. Saem para happy hour, eventos e churrascos de fim de semana. Na maioria dos casos, as pessoas n\u00e3o chegam a se tornar amigos de verdade. Ou seja, s\u00e3o colegas de trabalho que possuem afinidades, admira\u00e7\u00e3o, e que at\u00e9 trocam algumas confid\u00eancias, mas se um dia um deles sair da empresa, aos poucos o contato diminuir\u00e1 at\u00e9 cessar, como acontece em alguns casos. O fato de uma das partes estar na concorr\u00eancia n\u00e3o faz muita diferen\u00e7a j\u00e1 que aquela \u201camizade\u201d n\u00e3o era t\u00e3o forte assim.<br \/>\nPor outro lado, h\u00e1 os casos em que a rela\u00e7\u00e3o acaba se tornando mais forte. E, a partir do momento em que um sai da empresa, o contato continua t\u00e3o forte quanto antes. Nesses casos, a fidelidade \u00e0 confidencialidade da empresa deve ser ponderada sempre. A medida que algu\u00e9m sai da empresa, ela leva informa\u00e7\u00f5es pertinentes \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o. Alimentar a atualiza\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 trair a confian\u00e7a que depositam em voc\u00ea.<br \/>\nMas acredito que a situa\u00e7\u00e3o mais grave \u00e9 aquela em que a amizade vem de longa data, antes mesmo de trabalharem juntos na mesma empresa. Esses s\u00e3o casos mais perigosos, pois os la\u00e7os s\u00e3o t\u00e3o fortes que, em muitos casos, n\u00e3o se sabe medir onde come\u00e7a a amizade e onde terminam os assuntos profissionais.<br \/>\nIndependente de qual a situa\u00e7\u00e3o, o que precisa ficar claro para ambas as partes \u00e9 que a amizade pode prevalecer, mas isso nada tem a ver com o que se passa dentro da empresa. \u00c9 muito comum que logo ap\u00f3s o desligamento, quem saiu ainda pergunte sobre os acontecimentos de l\u00e1 de dentro, assim como quem ficou se sinta tentado a compartilhar aqueles assuntos que julga mais pol\u00eamicos. A palavra de ordem nesses casos \u00e9 \u00e9tica. N\u00e3o h\u00e1 porque esses assuntos ainda permearem as conversas ap\u00f3s essa \u201csepara\u00e7\u00e3o\u201d. O que ocorre dentro da empresa diz respeito \u00fanica e exclusivamente \u00e0s pessoas que ali trabalham. N\u00e3o h\u00e1 motivos para ser diferente.<br \/>\nSou a favor das rela\u00e7\u00f5es e acredito que qualquer contato estreitado seja saud\u00e1vel desde que respeite o espa\u00e7o de cada um. O espa\u00e7o a que me refiro neste caso \u00e9 o profissional. Ali\u00e1s, se pararmos para pensar, \u00e9 errado compartilharmos algumas informa\u00e7\u00f5es (as confidenciais) com qualquer pessoa, at\u00e9 nossos maridos, irm\u00e3os e amigos, imagine com algu\u00e9m que sabe como funciona aquela empresa e, pior, que agora est\u00e1 num concorrente direto.<br \/>\nSugiro que ao ser questionado por quem saiu sobre o andamento da empresa, respostas prontas sejam dadas, de forma que n\u00e3o abale a estrutura do relacionamento. \u201cEst\u00e1 tudo bem\u201d sem mais delongas, \u00e9 uma excelente sa\u00edda. Voc\u00ea n\u00e3o se recusa a dizer como andam as coisas por l\u00e1, por\u00e9m n\u00e3o entra em detalhes. O mais correto, ali\u00e1s, \u00e9 responder como voc\u00ea est\u00e1 na empresa: \u201csabia que recebi uma promo\u00e7\u00e3o?\u201d, \u201ctirarei f\u00e9rias no pr\u00f3ximo m\u00eas\u201d ou \u201cresolvi fazer uma p\u00f3s para me desenvolver um pouco mais\u201d. Quando voc\u00ea tira o foco da empresa e traz para si, voc\u00ea assume a responsabilidade das informa\u00e7\u00f5es que diz respeito a voc\u00ea e n\u00e3o \u00e0 empresa.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/bernt-entschev.png\" alt=\"bernt-entschev\" width=\"140\" height=\"76\" class=\"alignleft size-full wp-image-1032\" \/><br \/>\n&nbsp;<small><em>* Presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Headhunter, trabalha na \u00e1rea de Executive Search h\u00e1 mais de 20 anos. Autor do livro &#8220;Executivos, Alfaces e Morangos&#8221;, tamb\u00e9m atua como conselheiro em diversas institui\u00e7\u00f5es. Blog: http:\/\/www.amanha.com.br\/vida-executiva<\/em><\/small><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Bernt Entschev* \u00c9 muito comum fazermos amizades em nosso ambiente de trabalho, afinal s\u00e3o as pessoas com quem convivemos diariamente durante horas a fio. J\u00e1 tratei desse assunto aqui, inclusive sobre os pr\u00f3s e contras de nos tornarmos muito amigos de nossos colegas. 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