{"id":2126,"date":"2013-08-28T09:47:29","date_gmt":"2013-08-28T12:47:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=2126"},"modified":"2018-08-27T09:59:09","modified_gmt":"2018-08-27T12:59:09","slug":"couro-produtos-clientela-vegetariana-geram-lucro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/couro-produtos-clientela-vegetariana-geram-lucro\/","title":{"rendered":"Sem couro: produtos para clientela vegetariana geram lucro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/calcados-veganos.jpg\" alt=\"calcados-veganos\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignright size-full wp-image-2127\" \/>Obrigado a adotar uma dieta sem carboidratos depois que descobriu que era diab\u00e9tico, Gabriel Silva, 23, passou a questionar a pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o e virou vegetariano.<br \/>\nMais do que uma mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares, hoje Silva considera o vegetarianismo uma nova filosofia de vida, o que o motivou a criar sua empresa, a Ahimsa, em Franca (400 km ao norte de S\u00e3o Paulo).<br \/>\nA f\u00e1brica produz cal\u00e7ados e carteiras sem mat\u00e9rias-primas de origem animal \u2013 como o couro, por exemplo\u2013 e com o m\u00ednimo poss\u00edvel de produtos qu\u00edmicos, segundo ele.<br \/>\n&#8220;Antes de criar a empresa, pesquisei e n\u00e3o encontrei nenhuma outra companhia que seguisse esses mesmos valores&#8221;, declara.<br \/>\nSegundo o Ibope (Instituto Brasileiro de Opini\u00e3o P\u00fablica e Estat\u00edstica), 15,2 milh\u00f5es de brasileiros se declararam vegetarianos em 2012, o que corresponde a 8% da popula\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSilva conta que o objetivo \u00e9 atender vegetarianos, veganos e simpatizantes desse estilo de vida. A ideia inicial, segundo ele, era n\u00e3o usar produtos de origem animal na fabrica\u00e7\u00e3o, mas evoluiu para o conceito de uma produ\u00e7\u00e3o limpa, que polu\u00edsse menos do que a fabrica\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados tradicionais.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o usamos couro em nenhuma pe\u00e7a, apenas tecido 100% algod\u00e3o. Os solados s\u00e3o de borracha natural, que v\u00eam do l\u00e1tex. A cola \u00e9 \u00e0 base d&#8217;\u00e1gua, por isso \u00e9 menos agressiva ao ambiente&#8221;, diz o empres\u00e1rio.<br \/>\nSilva tamb\u00e9m afirma que n\u00e3o usa corante na produ\u00e7\u00e3o de seus cal\u00e7ados. Segundo ele, todas as pe\u00e7as coloridas s\u00e3o feitas com tecidos recicl\u00e1veis.<br \/>\n&#8220;Temos um fornecedor que coleta as sobras da ind\u00fastria t\u00eaxtil e comercializa para outras empresas.&#8221;<br \/>\nSilva diz que a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 terceirizada, mas uma equipe de controle de qualidade visita os fornecedores regularmente para garantir que o processo produtivo esteja de acordo com os princ\u00edpios da Ahimsa.<br \/>\nA empresa vende cal\u00e7ados masculinos e femininos e carteiras. Os pre\u00e7os variam de R$ 56, para uma carteira, a R$ 196, para um sapato social masculino. Os produtos s\u00e3o vendidos apenas pela loja virtual da marca.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o pensamos em distribuir no varejo porque na loja virtual podemos dar um atendimento mais personalizado aos clientes e ter o retorno sobre o que eles acham dos produtos&#8221;, diz Silva.<br \/>\nEle afirma que o pai, que \u00e9 empres\u00e1rio do setor cal\u00e7adista, ajudou a tirar a ideia de neg\u00f3cio do papel. A fam\u00edlia \u00e9 dona da empresa Freedom Internacional, que produz cal\u00e7ados para grandes marcas.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o contabilizei qual foi o investimento inicial para criar a Ahimsa porque usamos a estrutura da empresa que j\u00e1 existia&#8221;, declara Silva. A loja virtual entrou no ar no dia 15 de julho e, no primeiro m\u00eas, registrou 70 mil visitas e 300 itens vendidos, mais do que o esperado, de acordo com o empres\u00e1rio.<br \/>\nApesar das boas inten\u00e7\u00f5es, ele sabe que algumas etapas do processo n\u00e3o podem ser limpas. Uma delas \u00e9 o transporte de mat\u00e9ria-prima e dos produtos prontos, j\u00e1 que os caminh\u00f5es lan\u00e7am g\u00e1s carb\u00f4nico na atmosfera. &#8220;O que estiver ao nosso alcance para diminuir os impactos no ambiente, n\u00f3s faremos&#8221;, declara.<br \/>\nO nome da empresa faz refer\u00eancia a um princ\u00edpio \u00e9tico e religioso presente no hindu\u00edsmo e no budismo, que prega o respeito absoluto a todas formas de vida.<br \/>\n<strong>Empresa n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica vegana, mas poucas exploram potencial do mercado<\/strong><br \/>\nExistem outras empresas que produzem cal\u00e7ados sem mat\u00e9ria-prima de origem animal, como Picadilly, Melissa, Crocs e Cipatex. Elas usam materiais sint\u00e9ticos, mas n\u00e3o focam sua op\u00e7\u00e3o na sustentabilidade, segundo especialistas.<br \/>\nJ\u00e1 as empresas Ser\u00e1 o Benedito, Canna e King55 associam suas marcas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o livre de crueldade contra os animais.<br \/>\nA estilista vegana Renata Buzzo, 26, tamb\u00e9m resolveu investir nesse mercado. Ela produz vestidos de noivas veganos, sem usar mat\u00e9ria-prima de origem animal.<br \/>\nGuilherme Carvalho, da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), diz que empresas com orienta\u00e7\u00e3o vegana e de prote\u00e7\u00e3o ao ambiente s\u00e3o bem-vindas ao mercado.<br \/>\n&#8220;As empresas que seguem essa linha est\u00e3o cativando o consumidor, que est\u00e1 mais consciente e atento a essas quest\u00f5es.&#8221;<br \/>\nSegundo Carvalho, empres\u00e1rios interessados em investir no segmento vegano podem conhecer um pouco mais sobre esse mercado no 4\u00ba Congresso Vegetariano Brasileiro, que ser\u00e1 realizado em Curitiba, de 25 a 29 de setembro. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas no site http:\/\/www.vegfest.com.br.<br \/>\nPara Wlamir Bello, consultor do Sebrae-SP (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0 Micro e Pequena Empresa de S\u00e3o Paulo), apostar num nicho \u00e9 uma boa estrat\u00e9gia para neg\u00f3cios iniciantes.<br \/>\n&#8220;Em setores muito competitivos, como a ind\u00fastria de cal\u00e7ados, a diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. Apostar num mercado que n\u00e3o tem suas necessidades completamente atendidas \u00e9 a melhor estrat\u00e9gia.&#8221;<br \/>\n<strong>Terceirizado pode revelar segredo de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPara que uma companhia seja considerada uma &#8220;empresa limpa&#8221;, ela deve ser r\u00edgida em todo o processo de produ\u00e7\u00e3o, inclusive no acompanhamento do trabalho de prestadores de servi\u00e7o.<br \/>\n&#8220;O controle de qualidade deve ser uma preocupa\u00e7\u00e3o primordial da empresa e todos os procedimentos da cadeia, inclusive fornecedores, devem ser avaliados&#8221;, diz Bello.<br \/>\nA maior dificuldade de uma empresa que terceiriza sua produ\u00e7\u00e3o, segundo o consultor, \u00e9 impedir que suas estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o sejam reveladas. &#8220;Os fornecedores adquirem conhecimento ao fazer a produ\u00e7\u00e3o para a empresa e podem passar a produzir para concorrentes com o mesmo perfil&#8221;, declara.<br \/>\nO consultor do Sebrae-SP diz que a preocupa\u00e7\u00e3o com custos de produ\u00e7\u00e3o deve ser constante, principalmente na ind\u00fastria de cal\u00e7ados, que sofre forte concorr\u00eancia dos produtos asi\u00e1ticos.<br \/>\n&#8220;Os sapatos asi\u00e1ticos s\u00e3o mais baratos por causa dos custos com m\u00e3o de obra mais baixos e da escala. A empresa tem que selecionar bem seus fornecedores para produzir a um custo baixo e poder ter uma marge de lucro maior.&#8221;<br \/>\nPara o fundador da Ahimsa o que possibilita a produ\u00e7\u00e3o de cal\u00e7ados veganos ser mais barata do que a tradicional \u00e9 que o tecido custa menos do que couro, por exemplo.<br \/>\n<small><em>Fonte: UOL (http:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2013\/08\/27\/empresario-vegetariano-faz-calcados-sem-materia-prima-animal-para-veganos.htm)<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obrigado a adotar uma dieta sem carboidratos depois que descobriu que era diab\u00e9tico, Gabriel Silva, 23, passou a questionar a pr\u00f3pria alimenta\u00e7\u00e3o e virou vegetariano. 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