{"id":12884,"date":"2019-03-21T14:26:45","date_gmt":"2019-03-21T17:26:45","guid":{"rendered":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=12884"},"modified":"2019-03-21T14:26:51","modified_gmt":"2019-03-21T17:26:51","slug":"em-meio-a-crise-maiores-startups-do-brasil-atraem-capital-e-valem-r-89-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/em-meio-a-crise-maiores-startups-do-brasil-atraem-capital-e-valem-r-89-bilhoes\/","title":{"rendered":"Em meio \u00e0 crise, maiores startups do Brasil atraem capital e valem R$ 89 bilh\u00f5es."},"content":{"rendered":"\n<p>Talvez poucas pessoas saibam dizer quem s\u00e3o David Velez, Fabr\u00edcio Bloise e Andr\u00e9 Street. Mas certamente boa parte do Brasil j\u00e1 ouviu falar das marcas criadas por eles, como Nubank, iFood, Playkids e\u00a0Stone. Essa gera\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios \u00e9 a nova cara do capitalismo brasileiro, que tem como base tecnologia,\u00a0inova\u00e7\u00e3o\u00a0e criatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio de empresas tradicionais, que ainda sofrem para superar a grave crise que assolou o Pa\u00eds, seus neg\u00f3cios crescem a dois d\u00edgitos por m\u00eas, empregam como nunca e valem bilh\u00f5es de reais &#8211; s\u00f3 as cinco maiores companhias dessa nova economia (Nubank, 99, Stone, PagSeguro e Movile) valem cerca de R$ 89 bilh\u00f5es. No jarg\u00e3o do mercado, elas s\u00e3o chamadas de unic\u00f3rnio, startups que alcan\u00e7aram a marca de US$ 1 bilh\u00e3o em valor de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Criada em 2012 por Andr\u00e9 Street e Eduardo Pontes, a Stone est\u00e1 bem acima desse patamar. A empresa de meios de pagamentos, mercado conhecido pelas &#8220;maquininhas&#8221;, captou US$ 1,5 bilh\u00e3o na bolsa americana Nasdaq em outubro e hoje est\u00e1 avaliada em R$ 31 bilh\u00f5es. A valoriza\u00e7\u00e3o traduz o potencial de crescimento da empresa, que elevou em 104% a carteira de clientes em 2018 e, at\u00e9 setembro, j\u00e1 havia faturado R$ 1,04 bilh\u00e3o, com crescimento de 102% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2017.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hebMbdaPaoThHlKmXPm7tY4Y-1Y=\/620x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/10\/26\/stone.png\" alt=\"M\u00e1quina de pagamentos da Stone (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Stone)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>M\u00c1QUINA DE PAGAMENTOS DA STONE (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O\/STONE)<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros, avalia o presidente da companhia, Augusto Lins, s\u00e3o reflexo da cultura da empresa, voltada para inova\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso \u00e9 resultado de anos de trabalho, que s\u00f3 agora aparece para o p\u00fablico.&#8221; Outro diferencial, diz ele, est\u00e1 nos profissionais que trabalham na companhia: &#8220;Nossos funcion\u00e1rios s\u00e3o desafiados a criar solu\u00e7\u00f5es. Aqui n\u00e3o temos tempo para mimimi.&#8221; Atualmente, a Stone tem 5% de participa\u00e7\u00e3o no mercado, 3,5 mil funcion\u00e1rios e 200 vagas em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco digital Nubank ainda n\u00e3o abriu capital na bolsa, mas \u00e9 a aposta do mercado para este ano. Fundado em 2013, a institui\u00e7\u00e3o teve aporte de US$ 90 milh\u00f5es da chinesa Tencent e vendeu US$ 90 milh\u00f5es em a\u00e7\u00f5es para outros investidores no ano passado. No total, a empresa do colombiano David Velez j\u00e1 captou US$ 420 milh\u00f5es e est\u00e1 avaliada em US$ 4 bilh\u00f5es (cerca de R$ 15 bilh\u00f5es). A l\u00edder em valor entre essas empresas bilion\u00e1rias \u00e9 a Pagseguro, que captou US$ 2,3 bilh\u00f5es na bolsa americana em 2018 e hoje vale R$ 34 bilh\u00f5es. Ao contr\u00e1rio das demais, no entanto, a empresa nasceu dentro de um grupo j\u00e1 estruturado no mercado, o Uol.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lacunas<\/strong><br>Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Startups (Abstartups), Amure Pinho, uma das estrat\u00e9gias de sucesso dessas empresas \u00e9 atuar em lacunas deixadas pela velha economia, como as falhas de mobilidade urbana, baixa oferta de cr\u00e9dito e custos elevados dos servi\u00e7os financeiros. No geral, a ideia \u00e9 resolver problemas que atormentam a vida do brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Rt0khghGnUwDzofXQxaACEGgR3g=\/620x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/09\/18\/img_5758_1.jpg\" alt=\"Novo centro de inova\u00e7\u00e3o da Movile, em S\u00e3o Carlos (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>NOVO CENTRO DE INOVA\u00c7\u00c3O DA MOVILE, EM S\u00c3O CARLOS (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso da Movile, com seu iFood &#8211; plataforma de entrega de comida &#8211; que virou uma facilidade para moradores de grandes cidades. \u00daltima a entrar para o grupo das empresas bilion\u00e1rias, a companhia tem participa\u00e7\u00e3o em outros 9 neg\u00f3cios, que v\u00e3o de servi\u00e7os financeiro, entrega e localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. A companhia, liderada por Fabr\u00edcio Bloisi, j\u00e1 recebeu aportes de US$ 854 milh\u00f5es de grandes investidores como os fundos Naspers Ventures e o brasileiro Innova Capital &#8211; este \u00faltimo mantido por Jorge Paulo Lemann. Para dar conta do crescimento, contratou 800 pessoas em 2018 e abriu 600 vagas neste ano. &#8220;A palavra de ordem para 2019 \u00e9 hiper crescimento, vamos acelerar ainda mais o ritmo da empresa&#8221;, diz Helisson Lemos, diretor de opera\u00e7\u00f5es da Movile, que em oito anos cresceu a uma taxa de 60% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Brasil demorou para entender o poder da ind\u00fastria de tecnologia&#8221;, diz Paulo Veras, fundador da 99, vendida em 2018 para a chinesa Didi Chuxing. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, esse ecossistema evoluiu de 2008 para c\u00e1 e veio para ficar. &#8220;N\u00e3o \u00e9 uma nova bolha da internet; nunca tivemos tantas empresas de qualidade como agora.&#8221; Para Veras, essa leva de startups (bilion\u00e1rias) vai reposicionar o Brasil no novo capitalismo mundial. &#8220;No passado, os jovens queriam trabalhar num banco ou numa grande empresa. Hoje querem empreender e est\u00e3o mais preparados (parte deles fez curso ou passou temporadas no Vale do Sil\u00edcio).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De empreendedor a investidor<\/strong><br>Eles ajudaram a fundar algumas das mais importantes startups do Pa\u00eds, venderam suas participa\u00e7\u00f5es e agora est\u00e3o de volta ao mercado no papel de investidor. Paulo Veras decidiu ser s\u00f3cio de startups em est\u00e1gio inicial depois que a chinesa Didi Chuxing comprou o controle de sua 99 no come\u00e7o de 2018. &#8220;Estou mais na linha de investidor anjo&#8221;, disse ele. S\u00f3 no ano passado Veras aportou recursos em tr\u00eas neg\u00f3cios: na CargoX, empresa de tecnologia e transporte; na Digibee, plataforma digital para integra\u00e7\u00e3o de sistemas e servi\u00e7os; e na Looqbox, companhia de intelig\u00eancia empresarial. &#8220;Empreendedor n\u00e3o se aposenta nunca, mas estou tentando evitar (abrir um novo neg\u00f3cio) por um tempo&#8221;, diz ele, que fundou seis empresas desde 1995.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/rihNKj2TCmqB8sqyiQu_GO0Z7-E=\/620x350\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/12\/19\/cargox.jpg\" alt=\"CargoX (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>CARGOX (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00e1bio P\u00f3voa \u00e9 outro exemplo do ciclo virtuoso criado no mercado de startups. Ele esteve na linha de frente da cria\u00e7\u00e3o da Movile, dona das marcas iFood e Playkids. Ficou 12 anos na companhia at\u00e9 aproveitar uma rodada de investimento e vender sua participa\u00e7\u00e3o. A exemplo de Veras, P\u00f3voa tamb\u00e9m preferiu ficar na retaguarda dos neg\u00f3cios. Ele aplicou todo o dinheiro recebido com a venda de sua participa\u00e7\u00e3o na Movile em fundos multimercados e de renda fixa. O patrim\u00f4nio est\u00e1 garantido, uma vez que P\u00f3voa s\u00f3 destina a novos neg\u00f3cios o que recebe de juros pelas aplica\u00e7\u00f5es. Desde a sa\u00edda na Movile, ele j\u00e1 investiu em oito startups e saiu de tr\u00eas. No total, aplicou R$ 10 milh\u00f5es nas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vis\u00e3o de Fora<\/strong><br>Sergio Furio nunca tinha pisado no Brasil quando decidiu abrir uma startup de cr\u00e9dito no Pa\u00eds. Formado em administra\u00e7\u00e3o de empresas, o espanhol trabalhava numa consultoria nos Estados Unidos quando resolveu empreender. O primeiro passo foi pesquisar \u00e1reas e mercados com potencial de crescimento. Nessa busca, ele conheceu sua atual esposa, uma brasileira que abriu os horizontes de Furio para o mercado nacional. Foi ela quem mostrou as car\u00eancias do setor de cr\u00e9dito no Brasil, com falta de recursos e juros altos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao desembarcar no Brasil em 2012, contratou um grupo de seis pessoas para ajudar a desenvolver o projeto, que nasceu como BankFacil. Investiu R$ 200 mil no primeiro ano e criou uma plataforma que comparava as melhores taxas e condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito no mercado. Dois anos depois j\u00e1 tinha 20 funcion\u00e1rios e, no ano seguinte, conseguiu um aporte de R$ 25 milh\u00f5es de investidores estrangeiros. Em 2016, ent\u00e3o com 100 funcion\u00e1rios, Furio decidiu ir al\u00e9m e transformar o neg\u00f3cio numa fintech de cr\u00e9dito com garantia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/31eIqshXMDRWc3Zj0FRGvUHov3E=\/620x430\/top\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2017\/02\/22\/sergio-furio.png\" alt=\"Sergio Furi\u00f3, criador da plataforma digital Creditas (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>SERGIO FURI\u00d3, CRIADOR DA PLATAFORMA DIGITAL CREDITAS (FOTO: REPRODU\u00c7\u00c3O\/FACEBOOK)<\/p>\n\n\n\n<p>O BankFacil virou, ent\u00e3o, Creditas e fez mais duas grandes capta\u00e7\u00f5es, de R$ 60 milh\u00f5es e R$ 190 milh\u00f5es. Desde o in\u00edcio, a empresa teve R$ 600 milh\u00f5es de aportes &#8211; recursos que ajudaram a startup crescer. Hoje a fintech tem 570 funcion\u00e1rios e uma receita 5 vezes maior que a registrada em 2017. A carteira de empr\u00e9stimos alcan\u00e7ou R$ 500 milh\u00f5es no ano passado. &#8220;Em tr\u00eas anos, queremos ser 30 vezes maiores do que somos hoje; e em 10 anos, 100 vezes maiores.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte:<a href=\"https:\/\/epocanegocios.globo.com\/Empreendedorismo\/noticia\/2019\/03\/em-meio-crise-maiores-startups-do-brasil-atraem-capital-e-valem-r-89-bilhoes.html\"> \u00c9poca<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Talvez poucas pessoas saibam dizer quem s\u00e3o David Velez, Fabr\u00edcio Bloise e Andr\u00e9 Street. Mas certamente boa parte do Brasil j\u00e1 ouviu falar das marcas criadas por eles, como Nubank, iFood, Playkids e\u00a0Stone. Essa gera\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios \u00e9 a nova cara do capitalismo brasileiro, que tem como base tecnologia,\u00a0inova\u00e7\u00e3o\u00a0e criatividade. 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