{"id":11452,"date":"2018-06-28T09:22:52","date_gmt":"2018-06-28T12:22:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=11452"},"modified":"2018-06-28T09:22:52","modified_gmt":"2018-06-28T12:22:52","slug":"ela-percebeu-que-lavanderia-nao-e-so-para-rico-e-fatura-r-700-mil-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/ela-percebeu-que-lavanderia-nao-e-so-para-rico-e-fatura-r-700-mil-por-ano\/","title":{"rendered":"Ela percebeu que lavanderia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para rico e fatura R$ 700 mil por ano&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_11453\" aria-describedby=\"caption-attachment-11453\" style=\"width: 293px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-11453\" src=\"https:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/tatiane-lobato-comecou-com-sua-maquina-de-seis-quilos-e-hoje-tem-uma-rede-de-lavanderias-1529424322164_v2_450x600.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"382\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11453\" class=\"wp-caption-text\">Tatiane Lobato come\u00e7ou com sua m\u00e1quina de seis quilos e hoje tem uma rede de lavanderias. Imagem: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure><br \/>\nLavar roupa sempre fez parte do cotidiano de Tatiane Lobato, 41, que desde pequena ajudava nas tarefas de casa enquanto sua m\u00e3e trabalhava fora. Mas, aos 30 anos, quando precisou de uma lavanderia e percebeu que n\u00e3o havia nenhuma perto de onde vive, em Carapicu\u00edba (SP), foi que veio a sacada de transformar a tarefa dom\u00e9stica em empreendedorismo.<br \/>\n&#8220;Existe um mito de que s\u00f3 rico usa lavanderia, mas rico tem casa grande, m\u00e1quina e gente para lavar roupa. Aqui \u00e9 que precisa. As casas s\u00e3o pequenas, n\u00e3o t\u00eam m\u00e1quinas e as mulheres s\u00e3o arrimo de fam\u00edlia&#8221;, conta ela, que abriu a primeira lavanderia em 2007 e, hoje, tem quatro unidades e mudou completamente de vida.<\/p>\n<div id=\"playerInArticle\"><\/div>\n<h3>Primeiro emprego aos 13<\/h3>\n<p>Foi a av\u00f3 de Tatiane\u00a0que a ensinou a lavar roupa. Seu pai morreu quando tinha cinco anos e ela e os quatro irm\u00e3os passaram a ficar aos cuidados da av\u00f3, enquanto a m\u00e3e trabalhava. &#8220;Ela achava que, para eu ser uma mulher ideal, precisava lavar e passar&#8221;.\u00a0 Ent\u00e3o, no segundo ano do fundamental, a menina j\u00e1 era respons\u00e1vel por parte dos afazeres da casa.<br \/>\nAos 13 anos, come\u00e7ou a trabalhar fora de casa, em uma barraca de pastel, para ter dinheiro para suas roupas e sapatos. A partir da\u00ed, nunca mais saiu do mercado. &#8220;Tinha o sonho de fazer faculdade, mas era caro e eu n\u00e3o conseguia me dedicar aos estudos, com o trabalho&#8221;.<br \/>\nTrabalhou no com\u00e9rcio a maior parte da vida e n\u00e3o tinha planos de mudar. Mas, em 2004, um div\u00f3rcio complicado abalou sua vida e a fez repensar tudo. &#8220;Eu me sentia desperdi\u00e7ada no que fazia&#8221;, lembra. Ela sabia que precisava mudar, mas n\u00e3o sabia o que faria. &#8220;Eu n\u00e3o tinha dinheiro e n\u00e3o sabia por onde come\u00e7ar&#8221;.<\/p>\n<h3>Com um empr\u00e9stimo e uma ideia, pediu demiss\u00e3o<\/h3>\n<p>Em 2006, foi convidada para um casamento muito chique e precisou pegar um vestido emprestado. Na hora de devolver, quis levar em uma lavanderia, mas n\u00e3o encontrou nenhuma na periferia. &#8220;Isso me chamou aten\u00e7\u00e3o e me veio o pensamento: eu sei fazer isso, por que n\u00e3o?&#8221;.<br \/>\nCom a ideia de que existia ali um nicho de mercado e sabendo que os custos iniciais seriam baixos, decidiu investir. Pegou um empr\u00e9stimo de R$ 7 mil, pediu demiss\u00e3o e alugou um ponto para abrir sua lavanderia.<br \/>\nMas como a grana era curta, come\u00e7ou o neg\u00f3cio sem equipamentos: fechou parcerias com outras lavanderias e seu trabalho consistia em receber as roupas, levar para lavar, buscar e devolver. &#8220;Mas, \u00e0s vezes, demorava ou a lavagem vinha malfeita. Ent\u00e3o, decidi fazer isso eu mesma&#8221;.<br \/>\nTatiane\u00a0pegou a m\u00e1quina de lavar da sua casa, levou para a loja e decidiu resolver tudo sozinha, com mais cuidado e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade do servi\u00e7o. Desde ent\u00e3o, come\u00e7ou a formar seu p\u00fablico.<\/p>\n<h3>&#8220;A gente cresceu muito e quase faliu&#8221;<\/h3>\n<p>Em 2008, ela engravidou e precisou contratar sua primeira funcion\u00e1ria. Em 2010, abriu sua primeira filial, em outro bairro de Carapicu\u00edba. Em 2011, j\u00e1 eram tr\u00eas lojas e o novo marido decidiu fechar seu bar para se tornar s\u00f3cio.<br \/>\nTudo parecia ir muito bem, mas, em 2012, o neg\u00f3cio quase faliu. &#8220;A gente cresceu muito e eu n\u00e3o estava dando conta de fazer aumentar o faturamento em propor\u00e7\u00e3o&#8221;, lembra. Tatiane decidiu, ent\u00e3o, que precisava estudar.<br \/>\nEla se inscreveu para um curso para mulheres empreendedoras na FGV e foi selecionada. O trabalho para ter o certificado era fazer um plano de neg\u00f3cios que dobrasse seu faturamento. &#8220;Eu comecei a aplicar tudo que via nas aulas. Negocia\u00e7\u00e3o com fornecedor, contabilidade, marketing&#8230; Assim fui conseguindo profissionalizar a lavanderia&#8221;.<br \/>\nNo fim do curso, ainda ganhou uma consultoria profissional para ajudar nas a\u00e7\u00f5es para colocar seu plano em p\u00e9. O resultado: o faturamento foi de R$ 147 mil, no ano anterior, para R$ 340 mil.<br \/>\n&#8220;Foi o primeiro ano que n\u00e3o precisei pegar empr\u00e9stimo para pagar o 13\u00ba dos funcion\u00e1rios e at\u00e9 pudemos fazer uma viagem de fim de ano em fam\u00edlia&#8221;.<\/p>\n<h3>Faturamento chega a R$ 700 mil<\/h3>\n<p>Desde ent\u00e3o, o crescimento da rede se manteve e a qualidade de vida de Tatiane s\u00f3 aumentou. A viagem no fim de ano virou tradi\u00e7\u00e3o. &#8220;Todo ano fazemos um cruzeiro&#8221;. Tamb\u00e9m comprou sua casa pr\u00f3pria e faz de tudo para dar aos filhos os confortos que n\u00e3o teve. &#8220;Sempre dividi quarto, eles t\u00eam cada um o seu&#8221;.<br \/>\nEm 2014, Tatiane pode realizar o sonho de fazer faculdade e come\u00e7ou a estudar administra\u00e7\u00e3o. Ela se forma no final do ano.<br \/>\nAtualmente, as quatro lojas da Magic Clean t\u00eam 10 empregados e, em 2017, o faturamento chegou a R$ 707 mil. O plano era crescer ainda mais em 2018, mas &#8220;a crise, a pol\u00edtica, a Copa, tudo est\u00e1 deixando mais dif\u00edcil. Espero ao menos manter o faturamento do ano passado&#8221;.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/universa.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2018\/06\/20\/ela-viu-que-lavanderia-nao-e-so-para-rico-e-hoje-fatura-r-700-mil-por-ano.htm\">Universa<\/a><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lavar roupa sempre fez parte do cotidiano de Tatiane Lobato, 41, que desde pequena ajudava nas tarefas de casa enquanto sua m\u00e3e trabalhava fora. 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