{"id":11016,"date":"2018-01-04T10:21:41","date_gmt":"2018-01-04T12:21:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=11016"},"modified":"2018-01-04T10:21:41","modified_gmt":"2018-01-04T12:21:41","slug":"muda-o-teu-jogo-gerir-o-sucesso-o-que-fazer-quando-atingimos-o-topo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/muda-o-teu-jogo-gerir-o-sucesso-o-que-fazer-quando-atingimos-o-topo\/","title":{"rendered":"[Muda o Teu Jogo] Gerir o Sucesso: o que fazer quando atingimos o topo?"},"content":{"rendered":"<h2>Chegar ao topo \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil mas manter-se no topo s\u00f3 est\u00e1 ao alcance de muito poucos. Porqu\u00ea? H\u00e1 uma soma de raz\u00f5es que enumeramos em seguida<\/h2>\n<div><\/div>\n<div>\u201c<strong>\u00a0<em>(\u2026) sabia que l\u00e1 em cima n\u00e3o conseguimos manter o mesmo discernimento que c\u00e1 em baixo. N\u00e3o conseguimos manter um pensamento l\u00facido e coerente, movemo-nos \u00e0 base de sentimentos, associa\u00e7\u00f5es curtas de ideias. Sabia que chegar l\u00e1 acima n\u00e3o \u00e9 o fim da hist\u00f3ria, que \u00e9 preciso voltar. Sabia que a vit\u00f3ria \u00e9 darmos o nosso melhor e regressarmos bem.<\/em><\/strong>\u201d \u2013 Jo\u00e3o Garcia em \u201cA Mais Alta Solid\u00e3o\u201d<\/div>\n<div class=\"btArticleBody bottomSmallSpaced \">\n<div class=\"bt_bb_wrapper\">\nMuitas vezes usamos a\u00a0<strong>met\u00e1fora da \u201cmontanha a subir\u201d<\/strong>\u00a0quando temos pela frente desafios duma dimens\u00e3o consider\u00e1vel. Esta poderosa met\u00e1fora encerra dentro de si ensinamentos que n\u00e3o devemos descurar e que tentaremos aqui transferir para a nossa vida pessoal, profissional e desportiva. Todos temos alguma no\u00e7\u00e3o do grau de dificuldade inerente a uma escalada. Consoante a eleva\u00e7\u00e3o, o declive e o tipo de superf\u00edcie, regra geral uma escalada requer muito de cada um que a tenta. O par\u00e1grafo de Jo\u00e3o Garcia \u00e9 relativo \u00e0 escalada do Everest. N\u00e3o h\u00e1 topo mais elevado no nosso planeta.\u00a0<strong>O que fazer, ent\u00e3o, quando atingimos o topo?<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_21329\" class=\"wp-caption alignnone\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><a href=\"https:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Garcia.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-11021\" src=\"https:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Joao-Garcia-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a>Foto: Jo\u00e3o Garcia<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>1. A Conquista:<\/strong>\u00a0Todas as escaladas come\u00e7am com intenso planeamento e prepara\u00e7\u00e3o f\u00edsica, t\u00e9cnica, t\u00e1ctica e\u2026 mental! A subida, regra geral, n\u00e3o se faz duma s\u00f3 vez. Tem etapas interm\u00e9dias, campos base de aclimata\u00e7\u00e3o \u00e0 altitude. Est\u00e1gios de reflex\u00e3o, alinhamento e ajuste. A tarefa exige a cada um a humildade para identificar as suas lacunas e a coragem para aprender e trabalhar na sua melhoria cont\u00ednua. E frequente n\u00e3o conseguirmos ter \u00eaxito \u00e0 primeira numa determinada escalada. Mais \u00f3bvio ainda \u00e9 que n\u00e3o devemos iniciar uma carreira na escalada logo com a subida ao Everest. O insucesso \u00e9 sempre f\u00e1cil de medir: basta saber onde desistimos, onde paramos, onde nos faltaram as for\u00e7as e o apoio para continuar, onde os elementos todos se uniram contra n\u00f3s, etc. N\u00e3o h\u00e1 nada mais f\u00e1cil do que gerir o insucesso. Ou teremos que nos preparar melhor ou que mudar de estrat\u00e9gia ou ainda que alterar o ritmo da subida. Depois de enormes prova\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios, o momento da chegada \u00e9 duma felicidade indescrit\u00edvel mas, invariavelmente, ef\u00e9mero.<br \/>\n<strong>2. O Regresso:<\/strong>\u00a0Atrav\u00e9s da an\u00e1lise do par\u00e1grafo do Jo\u00e3o Garcia conclu\u00edmos que o topo \u00e9 inebriante. Depois da conquista h\u00e1 que manter a lucidez e o rigor. Se saber perder \u00e9 algo que tentamos ensinar aos nossos jovens desde tenra idade, saber ganhar \u00e9 uma aprendizagem que se revela frequentemente bastante mais complicada. Quantas vezes n\u00e3o vemos vencedores a tro\u00e7ar ou mesmo tentar humilhar os vencidos? Saber ganhar com respeito e dignidade \u00e9 sinal de nobreza de car\u00e1cter e de assimila\u00e7\u00e3o completa dos valores ol\u00edmpicos institu\u00eddos pelo Bar\u00e3o Pierre de Coubertin. As raz\u00f5es s\u00e3o variadas e abordaremos aqui algumas. A falta de lucidez \u00e9 a principal. Depois de chegados ao topo urge manter a serenidade e a capacidade de racioc\u00ednio. Outros factores ocupar\u00e3o agora o lugar que estava reservado para os cuidados essenciais e constituir\u00e3o um risco acrescido de insucesso. Se na alta montanha \u00e9 o oxig\u00e9nio que come\u00e7a perigosamente a faltar, na vida normal a baixa altitude h\u00e1 o risco de perda de tempo e espa\u00e7o para os detalhes que nos conduziram ao topo. O dinheiro, a fama, os f\u00e3s, as paix\u00f5es, as festas ou os luxos podem roubar o oxig\u00e9nio e a lucidez a quem tanto trabalhou para atingir o cume. De facto, os dois maiores riscos para quem atinge o topo s\u00e3o o desleixo e a falta de humildade decorrentes de \u201cter colocado a bandeirinha l\u00e1 no cume\u201d. Ap\u00f3s a \u201cmiss\u00e3o cumprida\u201d h\u00e1 uma tend\u00eancia natural para o relaxamento pr\u00f3prio de quem chegou ao final da sua miss\u00e3o. Mas, acreditando nas palavras do Jo\u00e3o, a tarefa ainda n\u00e3o terminou. Vai apenas a meio. Falta o regresso. E \u00e9, por esta raz\u00e3o que a maior parte dos acidentes graves na escalada ocorrem na descida e n\u00e3o na subida. A este relaxamento costumo chamar de \u201cs\u00edndrome do alpinista\u201d e ele pode ser observado, no nosso dia-a-dia, em todas as pessoas que para p\u00f4r o p\u00e9 na passadeira s\u00e3o extremamente assertivas e, uma vez nela, atravessam duma forma cada vez mais lenta at\u00e9 chegar ao passeio do outro lado. Para estes nossos concidad\u00e3os, e acredito que agora v\u00e3o come\u00e7ar a v\u00ea-los todos os dias, o sucesso n\u00e3o est\u00e1 em atravessar a rua mas sim em conquistar a passadeira e nela desfrutar do seu poder por alguns segundos. Transferindo para o universo desportivo, \u00e9 como pertencer sem contribuir. \u00c9 como saber sem fazer. Pura e simplesmente, n\u00e3o chega.<br \/>\n<strong>3. O Futuro:<\/strong>\u00a0Depois de regressarmos s\u00e3os e salvos, caso sejamos verdadeiros apaixonados pela escalada, dificilmente ficaremos muito tempo sem come\u00e7ar a pensar em nova aventura. Em nova conquista. Em novo cume. Que outras montanhas h\u00e1? Haver\u00e1 mais altas? Mais dif\u00edceis de escalar? Mais inacess\u00edveis? Como posso melhorar a minha recente conquista? Devo preparar-me melhor? Faz\u00ea-la de novo? Faz\u00ea-la mais r\u00e1pido? Faz\u00ea-la de outra forma? Disfrutar mais na subida? Ser o que a fez mais vezes? Como posso definir um novo objectivo que me motive e me conduza a um estado de supera\u00e7\u00e3o permanente? Partilho aqui convosco alguns exemplos.<br \/>\nEm conversa com o ent\u00e3o treinador da equipa principal de basquetebol do FC Barcelona, Xavi Pascual, fiz-lhe a seguinte quest\u00e3o: \u201co que dizes aos teus jogadores para os manteres focados e t\u00e3o motivados ap\u00f3s tantas conquistas?\u201d. Resposta dele: \u201cNada. N\u00e3o lhes digo nada. Evito falar com eles. Um treinador comunica com os seus atletas com trabalho e objectivos.\u201d<br \/>\nJ\u00e1 Bill Russel, antigo jogador dos Boston Celtics e jogador da NBA mais vencedor de sempre, dizia que quando a sua equipe jogava ao mais alto n\u00edvel obrigava os advers\u00e1rios a faz\u00ea-lo tamb\u00e9m. E quando as duas se envolviam num duelo intenso de alta qualidade o prazer em estar em campo a participar de tamanho espet\u00e1culo era tal que, muitas vezes, apenas olhava para o marcador do resultado depois do apito final. O processo era incomensuravelmente mais prazeroso que o resultado, mesmo que este fosse uma vit\u00f3ria.<br \/>\nA t\u00edtulo pessoal, partilho convosco uma decis\u00e3o que tomei. Corria o m\u00eas de Agosto de 2008. Tinha conseguido guiar a minha equipa universit\u00e1ria, enquanto treinador, a t\u00edtulo de campe\u00e3 nacional universit\u00e1ria. Recebo um telefonema de um treinador amigo com um convite para treinar uma equipe de basquetebol de topo em Portugal. Como o convite para mudar de equipa tinha tudo para ser irrecus\u00e1vel\u2026 tive de o recusar. A raz\u00e3o pareceu-me simples: nunca nenhuma equipe em que eu tivesse jogado ou que eu tivesse treinado tinha conseguido defender com sucesso um t\u00edtulo de campe\u00e3o nacional conquistado. Se mudasse de equipe nessa altura, a tentativa de atingir esse \u201ccume\u201d ficaria adiada. Esse era, ent\u00e3o, o meu Everest. Gra\u00e7as a uma equipe de gigantes, conseguimos colocar, no final dessa \u00e9poca, a nossa bandeira nesse cume.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21331\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-21331\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?resize=920%2C619\" sizes=\"(max-width: 920px) 100vw, 920px\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?w=570 570w, https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?resize=320%2C216 320w\" alt=\"\" width=\"893\" height=\"602\" data-attachment-id=\"21331\" data-permalink=\"http:\/\/fairplay.pt\/fp\/fairplay\/gerir-o-sucesso-o-que-fazer-quando-atingimos-o-topo\/attachment\/ua\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?fit=570%2C384\" data-orig-size=\"570,384\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"UA\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?fit=570%2C384\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/fairplay.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/UA.jpg?fit=570%2C384\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Estes tr\u00eas exemplos basquetebol\u00edsticos (o do Xavi, o do Bill e o meu) mostram que cada um de n\u00f3s tem as suas montanhas interiores. Que os meus cumes n\u00e3o s\u00e3o iguais aos teus. Que o que nos motiva \u00e9 t\u00e3o variado quanto as nossas impress\u00f5es digitais. Encontra os teus cumes e d\u00e1 o teu melhor para os alcan\u00e7ares. As vezes que forem necess\u00e1rias para seres feliz\u2026<br \/>\n<strong>4. Conclus\u00e3o:<\/strong>\u00a0Chegar ao cume \u00e9 dif\u00edcil. Muito mais dif\u00edcil \u00e9 mantermo-nos por l\u00e1. Ganhar n\u00e3o \u00e9 natural. Quando ganhares, f\u00e1-lo com eleva\u00e7\u00e3o e respeito. L\u00e1 em cima, prepara a tua descida e, acima de tudo, nunca te esque\u00e7as daquele pequeno passo com que tudo come\u00e7ou. J\u00e1 c\u00e1 em baixo, n\u00e3o deixes de olhar para cima. De querer mais e melhor. De desejar repetir o processo, melhorando-o. De viver. Foca-te sempre no que controlas. A competi\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 com os outros montanhistas, \u00e9 apenas e s\u00f3 contigo.<br \/>\nQue 2018 seja, para ti, um ano cheio de cumes conquistados!\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/fairplay.pt\/fp\/fairplay\/gerir-o-sucesso-o-que-fazer-quando-atingimos-o-topo\/\">FAIRPLAY<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chegar ao topo \u00e9 uma tarefa dif\u00edcil mas manter-se no topo s\u00f3 est\u00e1 ao alcance de muito poucos. Porqu\u00ea? H\u00e1 uma soma de raz\u00f5es que enumeramos em seguida \u201c\u00a0(\u2026) sabia que l\u00e1 em cima n\u00e3o conseguimos manter o mesmo discernimento que c\u00e1 em baixo. 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