{"id":10613,"date":"2016-12-19T17:30:03","date_gmt":"2016-12-19T19:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=10613"},"modified":"2018-08-27T09:42:44","modified_gmt":"2018-08-27T12:42:44","slug":"brasileiras-rodam-o-mundo-para-inspirar-empreendedorismo-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/brasileiras-rodam-o-mundo-para-inspirar-empreendedorismo-feminino\/","title":{"rendered":"Brasileiras rodam o mundo para inspirar empreendedorismo feminino"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco meses, a vida das brasileiras Fernanda Moura, de 42 anos, e Taciana Mello, de 47 anos, cabe inteira dentro uma mala, tamanho m\u00e9dio. Em julho, elas deixaram Berkeley, na Calif\u00f3rnia (Estados Unidos), rumo a uma expedi\u00e7\u00e3o que vai passar por 25 pa\u00edses. A miss\u00e3o: colher hist\u00f3rias inspiradoras de mulheres empreendedoras pelo mundo. \u201cAcreditamos que quanto maior a diversidade de culturas e personagens mostrados, maiores s\u00e3o chances de provocarmos empatia em outras mulheres para, quem sabe, tamb\u00e9m impulsion\u00e1-las tamb\u00e9m a abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio\u201d, diz Fernanda.<br \/>\nCom passagens por grandes consultorias (Fernanda trabalhou na Deloitte e Taciana foi da PwC, as brasileiras decidiram pela jornada, batizada de \u201cThe Girls on the Road\u201d(Garotas na Estrada), depois de uma temporada nos Estados Unidos. \u201cPercebemos que mesmo no Vale do Sil\u00edcio, reconhecido como um lugar inovador e que, supostamente, deveria estar aberto \u00e0 diversidade, s\u00e3o poucas as mulheres \u00e0 frente de seus pr\u00f3prios neg\u00f3cios\u201d, diz Taciana. \u201cFomos estudar o tema e identificamos que a falta de modelos femininos de sucesso nos neg\u00f3cios contribui muito para essa realidade. No geral, as mulheres s\u00e3o pouco confiantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua capacidade de empreender.\u201d<br \/>\nAt\u00e9 agora, al\u00e9m dos Estados Unidos, a dupla j\u00e1 passou por Canad\u00e1, M\u00e9xico, Jap\u00e3o, China, Coreia do Sul e Cingapura. De Kuala Lumpur, na Mal\u00e1sia, Fernanda e Taciana falaram \u00e0 \u00c9poca Neg\u00f3cios sobre alguns momentos da experi\u00eancia. Confira os principais pontos da conversa.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-240\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"TheGirlsOnTheRoad_1_FernandaMouraeTacianaMello (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/vCePfkBfUu49CJ6yiK8_XYQ-XZk=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/12\/09\/aida_jones_2.jpg\" alt=\"TheGirlsOnTheRoad_1_FernandaMouraeTacianaMello (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"240\" height=\"240\" \/><label class=\"foto-legenda\">\u00a0(FOTO: AIDA JONES)<\/label><\/div>\n<p><strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Do que se trata o The Girls on The Road? Qual o objetivo de voc\u00eas?<\/strong><br \/>\n<strong>Fernanda e Taciana: <\/strong>Nosso maior objetivo \u00e9 inspirar mulheres que queiram empreender. Percebemos que uma das maneiras de fazer isso \u00e9 mostrando hist\u00f3rias de outras mulheres que j\u00e1 passaram pelos desafios iniciais de abrir um neg\u00f3cio e agora podem comemorar suas conquistas. Os obst\u00e1culos para ter uma empresa s\u00e3o in\u00fameros e muitos deles, claro, s\u00e3o comuns tamb\u00e9m aos homens &#8211; como a dificuldade de acessar capital, por exemplo. Mas, quando fomos estudar o tema, percebemos que um outro desafio aparece de forma mais evidente entre as mulheres: a falta de confian\u00e7a. V\u00e1rias pesquisas apontam que, no geral, as mulheres n\u00e3o se sentem capazes de fazer algo grandioso ou reclamam da falta de modelos para se inspirar. Ora, n\u00f3s infelizmente, n\u00e3o temos dinheiro para sair financiando ideais de mulheres empreendedoras. Mas podemos dar nossa contribui\u00e7\u00e3o de outra forma &#8211; levando at\u00e9 elas os tais modelos de inspira\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Como surgiu a ideia para o projeto?<br \/>\nFernanda e Taciana: <\/strong>Est\u00e1vamos passando uma temporada nos Estados Unidos, no Vale do Sil\u00edcio, frequentando v\u00e1rios eventos de empreendedorismo. E percebemos que, mesmo l\u00e1, um dos lugares mais inovadores do mundo e, portanto, onde se espera ver mais diversidade, eram pouqu\u00edssimas as mulheres empreendedoras.\u00a0 Ent\u00e3o, come\u00e7amos a pesquisar o tema. Nos debru\u00e7amos principalmente sobre o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) \u2013 pesquisa realizada pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas, Banco Mundial e OCDE que mapeia a atividade empreendedora em 82 pa\u00edses \u2013 e o Female Enterprenourship Index (feito pelo GEDI).\u00a0 Ficamos impressionadas com a baixa participa\u00e7\u00e3o feminina nos neg\u00f3cios no mundo todo. \u00c9 sabido. Mas n\u00e3o deixa de surpreender (entre 2012 e 2015 os neg\u00f3cios fundados por mulheres tiveram crescimento de 7%, mas somente um ter\u00e7o dos empreendedores do mundo s\u00e3o mulheres\/ pesquisas com a popula\u00e7\u00e3o apontam que o empreendedorismo ainda \u00e9 tido como algo fundamentalmente masculino). N\u00f3s temos a impress\u00e3o de que as coisas est\u00e3o avan\u00e7ando. Mas \u00e9 de forma muito lenta. Ent\u00e3o, quer\u00edamos contribuir para acelerar esse movimento.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-640\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" title=\"TheGirlsOnTheRoad_3_empreendedora_CoreiadoSul_Hyekyung_Hwang (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/NFqrtzXk55OvNcRKgCj8_TT2Ha8=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/12\/09\/img_7490.jpg\" alt=\"TheGirlsOnTheRoad_3_empreendedora_CoreiadoSul_Hyekyung_Hwang (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"640\" height=\"480\" \/><label class=\"foto-legenda\">TACIANA CONVERSA COM A SUL-COREANA HYEKYUNG HWANG, DA HIVE ARENA, DE SEUL (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/label><\/div>\n<p><strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios:<\/strong> <strong>Voc\u00eas est\u00e3o na metade do roteiro, certo? O que ainda falta fazer?<\/strong><br \/>\n<strong>Fernanda e Taciana: <\/strong>Come\u00e7amos em julho fazendo os Estados Unidos. Fomos de uma costa \u00e0 outra, saindo da Calif\u00f3rnia, com foco principalmente em <strong>Chicago, Nova York<\/strong> e <strong>Boston <\/strong>\u2013 tr\u00eas locais que oferecem as melhores condi\u00e7\u00f5es para as mulheres empreenderem. Em Boston, principalmente, isso acontece porque elas conseguiram formar uma rede coesa, muito forte para se ajudar, trocando experi\u00eancias, informa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m fizemos entrevistas com representantes das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o empreendedorismo feminino. At\u00e9 agora, j\u00e1 passamos por <strong>Canad\u00e1, M\u00e9xico, Jap\u00e3o, China, Coreia do Sul e Cingapura. <\/strong>Agora, (em 16 de novembro) vamos come\u00e7ar as entrevistas na Mal\u00e1sia e finalizar o sudeste asi\u00e1tico. Daqui, seguiremos para <strong>Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, depois Brasil e Chile.<\/strong><br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Quais foram as principais percep\u00e7\u00f5es at\u00e9 agora?<br \/>\nFernanda e Taciana: <\/strong>Notamos que a maioria dos neg\u00f3cios ainda \u00e9 baseada em atividades consideradas femininas, como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na \u00e1rea de sa\u00fade, entretenimento. Mas \u00e9 interessante que, mesmo nessas \u00e1reas,<strong> as mulheres est\u00e3o comandando neg\u00f3cios inovadores<\/strong> \u2013 seja pelo uso de tecnologia ou pela forma de explorar mercados. As experi\u00eancias variam muito de acordo com a regi\u00e3o. Na Coreia do Sul, tem muitas mulheres envolvidas com\u00a0as Fintechs (startups de servi\u00e7os financeiros com base em novas tecnologias). Encontramos tamb\u00e9m casos bem-sucedidos de empreendedoras \u00e0 frente de empresas que atuam com aluguel de m\u00e1quinas pesadas (Canad\u00e1), intelig\u00eancia artificial, biotecnologia e seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o (Canad\u00e1, EUA e M\u00e9xico). O interessante \u00e9 que, independentemente do n\u00edvel de desenvolvimento do pa\u00eds, todas tiveram de enfrentar desafios muito particulares para chegar onde est\u00e3o.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Alguma hist\u00f3ria chamou mais a aten\u00e7\u00e3o de voc\u00eas?<br \/>\nFernanda e Taciana:<\/strong> No M\u00e9xico, falamos com uma garota que hoje comanda com sucesso sua empresa de servi\u00e7os de neuroci\u00eancia. Mas, antes disso, ela havia passado por uma experi\u00eancia bem complicada na Hungria. Ela ajudou a fundar uma startup tamb\u00e9m ligada \u00e0 neuroci\u00eancia, trabalhou duro durante dois anos no projeto e, quando ele vingou, ela simplesmente foi dispensada pelos s\u00f3cios &#8211; todos homens. A gente explorou muito isso. Porque \u00e9 importante entender como lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. Como levantar e sair por cima. Outra hist\u00f3ria que nos tocou foi de uma sul-coreana, que, mesmo brigando muito em casa para conseguir estudar ingl\u00eas, s\u00f3 conseguiu frequentar as aulas quando pode sozinha pagar por seu curso. Os pais tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar por seus estudos, mas diziam que s\u00f3 iriam pagar pelos estudos do filho, o homem da fam\u00edlia. O garoto n\u00e3o gostava de estudar, mas a garota sim. S\u00f3 que n\u00e3o podia. Os pais diziam a ela que seria um desperd\u00edcio estudar mais &#8211; afinal, o seu destino era casar e cuidar da casa, n\u00e3o precisava de ingl\u00eas para isso.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios:\u00a0 Pode-se argumentar que algumas situa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m aconteceriam com homens, n\u00e3o? Voc\u00eas tiveram que encarar cr\u00edticas ou enfrentaram alguma dificuldade em algum pa\u00eds?<br \/>\nFernanda e Taciana:<\/strong> Levar porta na cara, passar por desafios, \u00e9 comum no in\u00edcio para todos os empreendedores, independentemente do g\u00eanero. Mas as mulheres enfrentam mais dificuldades e n\u00e3o t\u00eam refer\u00eancias para se inspirar. Nossa ideia com esse projeto \u00e9 <strong>apresentar hist\u00f3rias, sem rigor estat\u00edstico, mas que demonstrem como aspectos culturais impactaram essas mulheres e a forma com que elas empreendem.<\/strong> \u00c9 um retrato que, esperamos, possa inspirar mais gente pelo mundo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-640\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"TheGirlsOnTheRoad_1_empreendedora_Emmy_Theo_Shangai (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/dVsdP-A654S_zRVx7zZd1DyzcN4=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/12\/09\/img_8087.jpg\" alt=\"TheGirlsOnTheRoad_1_empreendedora_Emmy_Theo_Shangai (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"640\" height=\"480\" \/>Fernanda, do projeto The Girls on the Road, grava depoimento da empres\u00e1ria Emmy Theo, em Shangai (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/div>\n<p><strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Por que incentivar as mulheres a empreender \u00e9 t\u00e3o importante?<br \/>\nFernanda e Taciana:<\/strong> N\u00e3o se trata apenas de incentivar as mulheres a montar um neg\u00f3cio, mas de <strong>mostrar que elas s\u00e3o capazes de realizar seus sonhos.<\/strong> Em muitas das hist\u00f3rias percebemos que, independentemente do lugar, <strong>todas crescem ouvindo coisas que as levam a acreditar que elas nunca est\u00e3o prontas, que n\u00e3o s\u00e3o capazes<\/strong>. Claro, isso acontece em maior ou menor intensidade de acordo com a cultura local ou a realidade familiar. E, claro, muitos homens dizem passar por isso tamb\u00e9m. Mas com as mulheres isso \u00e9 muito presente. Elas contam que precisam sempre se esfor\u00e7ar mais, sempre provar mais capacidade para chegar a est\u00e1gios importantes. Basicamente, queremos mostrar que elas n\u00e3o est\u00e3o sozinhas. E que essa falta de confian\u00e7a, que \u00e0s vezes derruba a esperan\u00e7a de construir coisas, n\u00e3o acontece \u00e0 toa. Ela existe porque crescemos num mundo em que as pessoas, em sua maioria, passam essa mensagem o tempo todo, mesmo sem perceber, mesmo que nos coment\u00e1rios mais sutis.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: Como selecionaram as mulheres e como definiram o roteiro?<\/strong><br \/>\n<strong>Fernanda e Taciana: <\/strong>N\u00e3o h\u00e1 rigor cient\u00edfico nas nossas escolhas. Elas foram baseadas principalmente na busca pela diversidade. Inclu\u00edmos lugares considerados inovadores, como <strong>EUA, Austr\u00e1lia, Israel. <\/strong>Outro bloco em que o empreendedorismo \u00e9 mais puxado pela necessidade de renda das mulheres, como acontece na <strong>\u00c1frica<\/strong> e em parte do sudeste Asi\u00e1tico. E tamb\u00e9m locais com as duas realidades e nos quais v\u00eam se verificando alguma evolu\u00e7\u00e3o, como<strong> M\u00e9xico e Brasil.<\/strong> Para as personagens, fizemos muito pesquisa, conversamos com investidores, gente do mercado local.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: O que ser\u00e1 feito com todo esse material?<br \/>\nFernanda e Taciana: <\/strong>A ideia inicial \u00e9 <strong>fazer um document\u00e1rio.<\/strong> Mas h\u00e1 muitas possibilidades. Em 16 de fevereiro, chegaremos ao Brasil, onde vamos nos reunir com uma produtora para come\u00e7ar a organizar o material. Na <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/thegirlsontheroad\/?fref=ts\">p\u00e1gina<\/a><a href=\"http:\/\/www.thegirlsontheroad.com\/\">\u00a0do projeto<\/a>\u00a0j\u00e1 colocamos algumas mensagens curtas das empreendedoras.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: E quem ser\u00e3o as brasileiras entrevistadas?<br \/>\nFernanda e Taciana:<\/strong> N\u00f3s temos alguns nomes. Mas a lista ainda n\u00e3o est\u00e1 fechada. Sempre estamos abertas a novas sugest\u00f5es. O plano \u00e9 falar com 10 empreendedoras, pelo menos.<br \/>\n<strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: De onde veio o dinheiro para a empreitada? Como voc\u00eas se financiam?<br \/>\nFernanda e Taciana: <\/strong>Fizemos um crowdfunding para a compra do equipamento, que rendeu uns US$ 4 mil. E estabelecemos um <strong>or\u00e7amento de US$ 60 mi<\/strong>l para as duas durante um ano de jornada. Na verdade, \u00e9 o que temos dispon\u00edvel, com recursos pr\u00f3prios. Mas precisaremos levantar mais dinheiro para o projeto, para trabalhar todos o material da forma mais interessante quando a fase de apura\u00e7\u00e3o estiver finalizada. Vamos come\u00e7ar a prospectar empresas interessadas em participar.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-360\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright\" title=\"TheGirlsOnTheRoad_2_Bagagem (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/ZbsMUwrGIW3dcsJskR6ZFTnLiOM=\/360x390\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/12\/09\/img_7218.jpg\" alt=\"TheGirlsOnTheRoad_2_Bagagem (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"360\" height=\"390\" \/><label class=\"foto-legenda\">BAGAGEM ENXUTA PARA UM ANO DE VIAGEM (FOTO: DIVULGA\u00c7\u00c3O)<\/label><\/div>\n<p><strong>\u00c9poca Neg\u00f3cios: \u00c9 um ritmo puxado. Em alguns momentos, voc\u00eas n\u00e3o cansam ou pensam em desistir?<\/strong><br \/>\n<strong>Fernanda e Taciana<\/strong>: \u00c9 bem puxado. Al\u00e9m do deslocamento, temos de fazer pesquisas, agendar as coisas com anteced\u00eancia e fazer muitas entrevistas por semana. Mas tem que ser assim porque temos restri\u00e7\u00e3o de or\u00e7amento. Alugamos quartos no Airbnb e, no geral, escolhemos lugares econ\u00f4micos para ficar. Cada uma carrega <strong>apenas uma mala m\u00e9dia de roupas e uma mochila com o equipamento<\/strong>. E, sim, \u00e0s vezes, d\u00e1 vontade de parar um pouco, descansar. Mas como em todo grande projeto, esses momentos acontecem quando surge um obst\u00e1culo \u2013 ou a dificuldade de agendar um encontro, ou uma conversa que n\u00e3o foi assim t\u00e3o bacana como esper\u00e1vamos. S\u00f3 que logo somos presenteadas com uma \u00f3tima hist\u00f3ria. E a\u00ed a gente se anima de novo. Na balan\u00e7a, os momentos bons s\u00e3o muito maiores que os ruins. E, quando consideramos o nosso pr\u00f3prio aprendizado com isso tudo, n\u00e3o tem porque querer desistir.<br \/>\n<small><em>Fonte: \u00c9poca Neg\u00f3cios<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 cinco meses, a vida das brasileiras Fernanda Moura, de 42 anos, e Taciana Mello, de 47 anos, cabe inteira dentro uma mala, tamanho m\u00e9dio. Em julho, elas deixaram Berkeley, na Calif\u00f3rnia (Estados Unidos), rumo a uma expedi\u00e7\u00e3o que vai passar por 25 pa\u00edses. 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