{"id":10588,"date":"2016-11-24T10:59:53","date_gmt":"2016-11-24T12:59:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/?p=10588"},"modified":"2016-11-24T10:59:53","modified_gmt":"2016-11-24T12:59:53","slug":"como-cobrar-dividas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vendedorautonomo.com.br\/site\/como-cobrar-dividas\/","title":{"rendered":"Como cobrar d\u00edvidas?"},"content":{"rendered":"<p>Todos os clientes inadimplentes requerem um esfor\u00e7o maior de voc\u00ea, empreendedor. Ter um h\u00e1bito de cobrar por aquilo que \u00e9 seu de direito. Sim! Voc\u00ea entregou o produto (ou servi\u00e7o), combinou valores, prazos para receber por isto. Nada mais justo do que receber por ele. Logo, cobrar n\u00e3o deve ser visto como um ato de &#8220;agress\u00e3o&#8221;. \u00c9 a realiza\u00e7\u00e3o de um direito seu ! Vamos a algumas dicas para melhor cobrar os clientes inadimplentes?<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.vendedorautonomo.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/como-cobrar-divida-inadimplente-caloteiro-levei-calote-300x157.jpg\" alt=\"como-cobrar-divida-inadimplente-caloteiro-levei-calote\" width=\"300\" height=\"157\" class=\"alignright size-medium wp-image-10589\" \/><br \/>\n1) Siga \u00e0 risca o que orienta o CDC &#8211; C\u00f3digo de Defesa do Consumidor quanto as formas corretas de se cobrar d\u00edvidas (n\u00e3o pode constranger, expor ao rid\u00edculo, amea\u00e7ar, etc.);<br \/>\n2) Ou\u00e7a o cliente inadimplente. Independente da credibilidade do que ele fala, dar a ele a chance de salvar a reputa\u00e7\u00e3o dele \u00e9 uma forma de abrir caminhos para uma negocia\u00e7\u00e3o;<br \/>\n3) Apresente o valor da d\u00edvida j\u00e1 pronta. Se h\u00e1 um acordo de multa e juros pelo atraso, deixe bem claro que \u00e9 tudo em fun\u00e7\u00e3o do prazo a mais dado ao cliente. E, lembre ao seu cliente inadimplente o que foi entregue, o que foi vendido. \u00c9 preciso deixar claro que ele se beneficiou de algo que voc\u00ea o proporcionou.<br \/>\n4) Em cobran\u00e7a de d\u00edvidas, em muitas situa\u00e7\u00f5es, uma estrat\u00e9gia \u00e9 trocar &#8220;seis por uma d\u00fazia&#8221;. Como \u00e9 isso ? Voc\u00ea pode estar com um potencial &#8220;zero&#8221; de cobran\u00e7a quando seu cliente n\u00e3o assinou nenhum documento referente a compra que realizou. A ideia \u00e9, em uma (re)negocia\u00e7\u00e3o, conseguir dele (cliente inadimplente) documentos que fortale\u00e7am o poder de cobran\u00e7a. Notas promiss\u00f3rias, cheques, contrato assinado, etc. Lembre-se de deixar claro (por escrito) no documento do que se trata a &#8220;promessa de pagamento&#8221;. Mesmo com uma nova data de promessa de pagamento, futura. Trocou-se aqui, &#8220;seis por uma d\u00fazia&#8221;. A for\u00e7a de cobran\u00e7a, assim, ganha um documento pass\u00edvel de cobran\u00e7a legal, judicial.<br \/>\n5) Toda e qualquer conversa com o cliente inadimplente deve ser anotada. Seria uma forma de CRM (Customer Relationship Management) &#8211; Gerenciamento de relacionamento com o cliente. O porqu\u00ea disto ? Para que, se o cliente disser que tem outros compromissos a serem honrados nos pr\u00f3ximos 90 dias e disser que n\u00e3o pode te pagar, deixar anotado na ficha para procur\u00e1-lo, novamente, pr\u00f3ximo ao novo prazo de &#8220;car\u00eancia&#8221;. Atende-se, assim, um &#8220;pedido&#8221; do devedor. Depois do novo prazo concedido, \u00e9 a vez dele assumir um compromisso contigo. Concorda? No mais, voc\u00ea empres\u00e1rio ter\u00e1 registrado as argumenta\u00e7\u00f5es do devedor. Sejam elas reais ou inventadas !<br \/>\n6) Quanto mais passa o tempo, maiores s\u00e3o as chances de&#8230; N\u00e3o receber a d\u00edvida. Sua insist\u00eancia, sua disciplina em cobrar, empres\u00e1rio, denota o quanto voc\u00ea d\u00e1 valor ao seu trabalho, ao seu produto (ou servi\u00e7o), ao seu dinheiro. Pessoas devedoras costumar pagar primeiro quem mais incomoda. Se voc\u00ea deix\u00e1-lo a vontade, ser\u00e1 o \u00faltimo a ver a cor do dinheiro deste cliente devedor. Talvez, n\u00e3o veja nenhum dinheiro. Logo, incorpore na sua rotina, incorpore o h\u00e1bito de se fazer lembrar pelos clientes inadimplentes. Melhor um chato com menor n\u00famero de clientes inadimplentes do que uma pessoa legal cheia de d\u00edvidas para receber !<br \/>\n7) Um outro t\u00f3pico, alinhado com o item 6. Tenha amor pr\u00f3prio suficiente para ter a coragem e senso de justi\u00e7a ao cobrar. Se h\u00e1 chances de perder o cliente (ou at\u00e9 mesmo um amigo) em fun\u00e7\u00e3o do ato da cobran\u00e7a, a rela\u00e7\u00e3o perdida vale menos que os valores envolvidos na cobran\u00e7a. Pense nisto se, por algum momento, achar que \u00e9 constrangedor cobrar algu\u00e9m para te pagar por uma d\u00edvida justa!<br \/>\n8) Todas as dicas acima devem ser altamente minimizadas se, ao emprestar, voc\u00ea, empres\u00e1rio, cuidar melhor dos crit\u00e9rios que usa para conceder cr\u00e9dito. Procurar vender atrav\u00e9s de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cart\u00e3o de d\u00e9bito, cheques, emiss\u00e3o de boletos com documenta\u00e7\u00e3o comprobat\u00f3ria da venda realizada, contratos de compra e venda&#8230; H\u00e1 muitas ferramentas que, praticamente, eliminam o risco de inadimpl\u00eancia. Mas a inadimpl\u00eancia vai existir. Faz parte do neg\u00f3cio. Considere isto como custo na gest\u00e3o da sua empresa. E, algumas perdas, tamb\u00e9m s\u00e3o custos. Basta incluir estas perdas, em base anual, aos custos do seu neg\u00f3cio e embutir no pre\u00e7o de venda, para que os clientes que pagam, assumir este custo, tamb\u00e9m. \u00c9 justo ? Acho que n\u00e3o. Mas \u00e9 assim que os neg\u00f3cios que prosperam, mant\u00eam-se ativos. Eles compartilham as perdas nos diversos produtos (ou servi\u00e7os) vendidos e devidamente pagos pelos demais clientes.<br \/>\n9) Para consolidar as pr\u00e1ticas preventivas citadas no item 8, procure entidades que podem orientar voc\u00ea, empres\u00e1rio, na concess\u00e3o de cr\u00e9dito (associa\u00e7\u00f5es comerciais, Sebrae, . Bons advogados propiciar\u00e3o excelentes orienta\u00e7\u00f5es nos procedimentos. Tanto na concess\u00e3o de cr\u00e9dito quanto na cobran\u00e7a. Seja ela no \u00e2mbito de negocia\u00e7\u00e3o pessoal, mediada, extrajudicial, judicial. Com a documenta\u00e7\u00e3o formalizada em m\u00e3os, tentadas todas as etapas de negocia\u00e7\u00e3o amig\u00e1veis, sem sucesso, analise, matematicamente, se vale a pena a cobran\u00e7a judicial. Matematicamente sim, porque a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite enxergar o custo-benef\u00edcio entre custos advocat\u00edcios \/ judiciais frente ao real potencial de recebimento do valor devido.<br \/>\n10) Pense no longo prazo. Pense no resultado que o cliente inadimplente j\u00e1 te proporcionou e que ainda venha a gerar. Em uma empresa que existe h\u00e1 20 anos, quantas compras o cliente inadimplente j\u00e1 realizou e pagou? E, se for acertar, de uma forma amig\u00e1vel valores pendentes, quanto ele ainda poder\u00e1 comprar de voc\u00ea nos pr\u00f3ximos anos. Talvez, no curto prazo, se fa\u00e7a uma negocia\u00e7\u00e3o ruim, sem lucro. No longo prazo, \u00e9 um cliente que proporciona lucro para sua empresa.<br \/>\n<small><em>Fonte: Paulo Fernandes, Lupa Consultoria<\/em><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os clientes inadimplentes requerem um esfor\u00e7o maior de voc\u00ea, empreendedor. Ter um h\u00e1bito de cobrar por aquilo que \u00e9 seu de direito. Sim! Voc\u00ea entregou o produto (ou servi\u00e7o), combinou valores, prazos para receber por isto. Nada mais justo do que receber por ele. 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